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Rio Open 2026 encara desafio organizacional com interrupções climáticas

Dificuldades causadas pela chuva e calor excessivo criam obstáculos que afetam público, TV e atletas

Matteo Berrettini em ação no Rio Open 2026 - Fotojump

⚡ Máquina Fast
  • Chuva intensa durante o Rio Open 2026 causou adiamentos e remarcações de partidas, impactando a transmissão e o público presente.
  • A organização do torneio precisou negociar horários com as emissoras de TV para manter os direitos de transmissão e preservar a audiência.
  • Atletas, como Francisco Cerundolo, reclamaram da gestão das partidas, evidenciando o desafio de equilibrar interesses esportivos e logísticos.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Enquanto grandes nomes do tênis mundial se esforçam para conquistar 500 pontos no ranking mundial da ATP, a organização do Rio Open trabalha nos bastidores para garantir o andamento do torneio mesmo com diversas interrupções.

A edição 2026 da competição tem passado por diversos desafios organizacionais, causados principalmente pelo clima carioca. A competição promovida pela IMM é realizada no Jockey Club Brasileiro e conta com três quadras de saibro para jogos.

Nenhuma das quadras é coberta. Com isso, o Rio Open depende de boas condições climáticas para ocorrer. Neste ano, a chuva impactou o torneio de quinta-feira (19) a sábado (21).

Algumas partidas foram adiadas, mas ocorreram no mesmo dia para o qual estavam previstas. Outros duelos, que deveriam começar, ou começaram, durante a noite tiveram que ser realizados no dia seguinte. As finais de simples e duplas estão no segundo grupo.

As dificuldades têm feito com que a organização do Rio Open atue frequentemente alterando horários e realocando partidas, com a intenção de minimizar os danos causados pelo incontrolável, enquanto equilibra os interesses das muitas partes envolvidas.

TV

A transmissão dos jogos para a televisão, que no Rio Open é feita pelo Grupo Globo, com Sportv, GeTV e Globoplay, é essencial para o torneio e seus patrocinadores.

Ainda assim, os canais possuem uma grade de programação, que inclui outras atrações com horário marcado. Com mudanças nos horários e datas, cria-se mais um obstáculo.

Os novos horários devem ser coordenados com as transmissoras, para garantir que os acordos de direitos de transmissão sejam cumpridos. 

Além disso, existe a preocupação pela audiência. Uma partida no horário nobre de domingo, por exemplo, provavelmente gerará um resultado superior ao que seria obtido com o mesmo duelo exibido durante a tarde de segunda-feira.

Público

Uma das preocupações é garantir que o público consiga acompanhar os jogos aos quais pagou para assistir. As semifinais, por exemplo, deveriam ser realizadas no sábado (21), mas passaram para o domingo (22). Os ingressos foram comercializados por dias ou, para algumas datas, em sessões (tarde e noite).

Diante disso, o Rio Open reorganizou as entradas para permitir que o público que adquiriu os ingressos de sábado pudesse assistir às semifinais.

O interesse do público também é levado em consideração. João Fonseca, por exemplo, disputou todas suas partidas na quadra central, que possui maior capacidade. Assim, a organização garantiu que um maior número de visitantes pudessem assistir.

Mesmo sem partidas acontecendo, os visitantes seguem com acesso ao Leblon Boulevard, que reúne ativações das dezenas de marcas parceiras do torneio. O espaço protege parcialmente o torneio da insatisfação gerada pelos problemas climáticos.

Atletas

O desafio organizacional é completado pela necessidade de equilíbrio esportivo. Independentemente de público, TV ou patrocinadores, o Rio Open também deve seguir definições impostas pela ATP, enquanto convive com os interesses individuais de cada atleta.

Franciso Cerundolo, um dos principais nomes do torneio, por exemplo, criticou a organização após alegar não ter sido atendido ao pedir para alterar datas de seus jogos. O argentino venceu o Argentina Open no domingo (15) e estreou na terça-feira (17). Na quarta-feira (18), abandonou o jogo pelas quartas de final por conta de uma lesão.

Após a partida, Cerundolo indicou que o Rio Open estaria priorizando algum jogador, claramente se referindo a João Fonseca. Em nota, a organização negou que o atleta tenha solicitado mudanças nos jogos.

Neste domingo (22), por exemplo, a semifinal entre Tomás Martín Etcheverry e VitKopriva foi marcada para recomeçar às 11h, após adiamento no dia anterior. Ao final do segundo set, o jogo teve que ser suspenso por conta das “regras de calor” impostas pela ATP. A sensação térmica ultrapassava os 33ºC.

Tratando-se de semifinais existe ainda mais um problema: a final. Os jogadores que jogaram pela manhã, disputarão a decisão ainda neste domingo (22). Com isso, os jogos das semis poderiam atrasar ainda mais o jogo decisivo e, no pior dos cenários, levá-lo para segunda-feira (23).

O desafio, sob este ponto de vista, também é buscar a maior igualdade de condições possível entre os finalistas e assim potencializar a disputa dentro de quadra.

A capacidade da organização de contornar os obstáculos criados pelas variações climáticas é, portanto, essencial para diminuir os danos esportivos, mas também de visibilidade e reputação, diante do público e dos parceiros comerciais.