O Rio Open tem a sustentabilidade como um de seus pilares de atuação para além das quadras de saibro. Com ações pensadas para diminuir o impacto ambiental, o evento realizado pela IMM atua também como plataforma de conscientização.
O torneio, encerrado no domingo (22), concentra as ações voltadas para a sustentabilidade no Rio Open Green, que existe desde 2020 como uma plataforma idealizada para promover ações neste universo. O ATP 500 aposta na circularidade na cadeia de resíduos, através da redução, reciclagem e reutilização, e na descarbonização.
O Rio Open Green também teve um estande no Leblon Boulevard, em que promoveu uma atração em que os visitantes podiam triturar tampas de garrafas plásticas ao pedalar em uma bicicleta adaptada. O produto da ação será utilizado para produção de objetos de mobiliário urbano, entre outros.
Os atletas também compreendem com a plataforma. Durante a participação no Rio Open, alguns tenistas são convidados a participar de ações voltadas para a sustentabilidade, como a plantação de árvores.

O conjunto de ações também torna o Rio Open uma plataforma de conscientização, que coloca os milhares de visitantes em contato com iniciativas voltadas para a sustentabilidade.
“Para mim talvez esse seja o maior ganho desse tipo de iniciativa, porque gera uma conscientização de um público diferenciado que talvez não fosse alcançado através das marcas envolvidas, como Engie, IMM ou ATP”, disse Flávia Teixeira, gerente de transição energética da Engie, patrocinadora do Rio Open.
“A imagem e a reputação de sustentabilidade elevam a régua do próprio evento, porque para nós é muito importante que o Rio Open apresente melhorias contínuas, seja na redução de resíduos ou na redução de uso de descartáveis”, seguiu.
Engie
A busca por ser um torneio sustentável também se reflete nas parcerias comerciais. A Engie, que patrocina o Rio Open desde 2019, por exemplo, é responsável por realizar a descarbonização.
A empresa compensa as emissões do evento a partir de créditos de carbono adquiridos através da produção de energia renovável.
“Temos esses créditos de carbono e ajudamos o Rio Open a fazer essa contabilização. Entram emissões associadas à queima de geradores, resíduos e à ida e vinda do público”, explicou Teixeira.
“Temos os promotores estimulando que as pessoas contabilizem as suas emissões. Então, de onde quer que você tenha vindo, você já sabe a pegada de carbono desse público. No final a gente audita esse número e certifica a neutralização do evento”, acrescentou.
Evolução
Para além da descarbonização, também existe um trabalho focado na diminuição da pegada gerada pelo Rio Open, ainda que seja natural que um evento em expansão também acabe registrando aumento nas emissões.
“Há um monitoramento contínuo que proporciona o potencial de calcularmos a cada ano se teve uma melhoria. É muito importante entendermos a pegada, porque não é só a emissão em si, mas também a quantidade de tonelagem de resíduo, a conscientização de como público vem e se existem formas mais sustentáveis dele se locomover”, Flávia Teixeira.
“Todo ano a gente faz um alinhamento e balanceamento das premissas dos cálculos das emissões. Para além do conhecimento e da conscientização, a questão da imagem e da reputação nos exige fazer a cada ano um evento melhor, com menor pegada de carbono, ou seja, maior sustentabilidade”, concluiu a gerente de transição energética da Engie.
