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Tóquio 2020 / Tóquio 2020

Delegações preenchem "vazio" da falta de torcida em Tóquio

Redação Publicado em 25/07/2021, às 22h48

Imagem Delegações preenchem "vazio" da falta de torcida em Tóquio

Quando Yuto Horigome fez sua última manobra na apresentação do skate street no Ariake Sports Urban Park, em Tóquio, ouviram-se alguns gritos e aplausos nas arquibancadas provisórias montadas no local onde acontecem as disputas do skate nos Jogos Olímpicos. O skatista japonês saiu em direção à área em que estava seu treinador, acenando para as pessoas que estavam sentadas nas arquibancadas e aplaudiam o medalhista olímpico.

Com as competições fechadas para o público, Horigome tinha o reconhecimento daqueles que sabiam que dificilmente a medalha de ouro escaparia do peito dele. Nem tinha como ser diferente. No lugar do torcedor comum, as arquibancadas da arena do skate eram ocupadas pelas delegações de outros países. Skatistas de outras nacionalidades, conterrâneos dos competidores e membros das comissões técnicas aproveitaram o vazio histórico para acompanhar em lugar privilegiado as disputas. E conseguiram, de certa forma, "amenizar" a ausência de público.

O cenário visto no skate se repetiu nas arenas de judô, ginástica e natação. As competições individuais, no final das contas, têm ajudado a Olimpíada de Tóquio a ter uma certa alma de torcedor dentro das arenas, trazida pelos competidores de outras categorias que estão à espera da sua disputa. A diferença é que, diferentemente das disputas em que o público leigo está presente, nas competições em Tóquio há um respeito muito maior com os atletas.

Um exemplo disso veio na conquista da primeira medalha brasileira. Kelvin Hoefler contou com a ajuda de Pâmela Rosa. Amigos de longa data, o skatista contou com os conselhos de Pâmela, que compete na mesma categoria dele, para conquistar a medalha de prata no Japão. Ela ficou próxima a ele na arquibancada e conversou com o skatista brasileiro o tempo todo.

“Ela (Pâmela) foi meu braço direito, esquerdo, perna, tudo. Ela foi meu coach aqui. Ela falava: 'Kelvin, bebe água, Kelvin, fica na sombra, Kelvin, troca tal manobra por essa'. Sem ela, isso não aconteceria. Todo mundo vê o skate como um esporte individual, porque a gente pega o skate e sai andando, fazendo o que quer, mas ela me ajudou muito hoje”, disse Kelvin, que "retribuirá" a ajuda da amiga na disputa dela, neste domingo (25).

Daniel Cargnin conquistou o bronze no judô, com arena ocupada por judocas de outros países e modalidades
AFP