Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Tóquio 2020 / Esfriou

EXCLUSIVO: Globo tenta ‘desencalhar’ cotas de patrocínio das Olimpíadas

Erich Beting Publicado em 30/04/2021, às 03h54

Imagem EXCLUSIVO: Globo tenta ‘desencalhar’ cotas de patrocínio das Olimpíadas

Nesta semana, o Grupo Globo reuniu agências, anunciantes e alguns veículos de imprensa para participarem de um evento virtual de apresentação da cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio e das oportunidades comerciais envolvidas nele. No evento, Marcio Parizotto, CMO do Bradesco, foi um dos convidados de honra. O executivo falou sobre os motivos que levaram a empresa a patrocinar o projeto olímpico da Globo e, ainda, do histórico de envolvimento do banco com o esporte.

A escolha de Parizotto não foi só pelo status que ele tem no mercado, comandando o marketing de uma das maiores empresas do Brasil e um dos maiores anunciantes do mercado. O Bradesco, até agora, é a única empresa que confirmou ter comprado uma das cotas disponíveis de patrocínio da cobertura olímpica da Globo.

No plano comercial entregue após o evento, a Globo disponibiliza ainda cinco cotas para a TV aberta (uma com entrega ‘ouro’, duas com a entrega ‘prata’ e duas ‘bronze’), seis cotas para a TV fechada (uma ouro, duas prata e três bronze) e dez para o ge, que vende o pacote junto com a TV aberta e a TV fechada.

A última vez que houve tantas cotas disponíveis para uma transmissão de megaevento na Globo havia sido na Copa do Mundo de 2002, que foi disputada na Coreia do Sul e no Japão em meio a uma crise econômica no Brasil e com muita incerteza de engajamento do público, já que a seleção brasileira embarcou desacreditada para o Mundial em que acabou pentacampeã.

Thomas Bach, presidente do COI, durante apresentação comercial da Globo para as Olimpíadas de Tóquio
Reprodução

“Estamos a três meses dos Jogos, e já estamos no aquecimento aqui na Globo, no Sportv, no GE, no Globoplay e, conforme os Jogos forem se aproximando, vamos gerar mais conteúdo e mais engajamento do público. Quero muito que as marcas e nossos parceiros de negócios, as agências de publicidade, contem conosco para que possam se juntar a todo esse conteúdo fazendo com que o propósito e os valores de cada anunciante sejam realmente potencializados. Aproveito para agradecer os anunciantes que já estão com a gente”, disse Manzar Feres, diretora de negócios integrados em publicidade da Globo.

No ano passado, o Bradesco e a operadora Claro haviam fechado acordo para anunciar durante os Jogos, num pacote com valor de tabela de R$ 96 milhões. O adiamento das Olimpíadas para 2021, porém, exigiu a renegociação com as duas empresas, que foram “compensadas” dentro da entrega de 2020. Para este ano, apenas o Bradesco manteve o pacote. Questionada pela reportagem da Máquina do Esporte sobre quantas marcas já haviam fechado para a transmissão, a Globo informou que “no momento estamos em negociação das cotas”. Segundo a emissora, os parceiros serão revelados “no momento oportuno”.

Para convencer novas marcas a patrocinarem as Olimpíadas, além de Parizotto, a emissora recorreu ao presidente do COI, Thomas Bach, para falar sobre a importância da Globo dentro do Movimento Olímpico e da entidade. O dirigente exaltou a parceria com a emissora, uma das que mais investiu na compra de direitos de transmissão dos Jogos.

“Queridos amigos olímpicos, por causa da pandemia e do momento sem precedentes que temos vivido, estamos todos com muitas incertezas. E nesses tempos difíceis, nós precisamos dos valores olímpicos de excelência, respeito e solidariedade, mais do que nunca. É por isso que eu gostaria de dizer muito obrigado ao Grupo Globo pelo seu apoio inestimável ao COI, aos Jogos Olímpicos e aos valores olímpicos. A confiança que nossos parceiros comerciais, como a Globo, depositaram no COI, nos dá força para seguir em nossa missão de fazer o mundo um lugar melhor através do esporte”, disse Bach.

Apesar da força dos convidados para o evento, que ainda teve um bate-papo com Galvão Bueno e a apresentação do plano de cobertura editorial dos Jogos, a Globo tenta achar, no mercado, quem ajude a pagar a conta. Por causa da pandemia, a emissora reduzirá o investimento que fará com viagens de seus profissionais. Apenas repórteres estarão no Japão, enquanto um mega-estúdio será montado na sede da emissora, no Rio de Janeiro, para ser o centro das transmissões.