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Tóquio 2020 / Distante

NBC tem pior audiência em Jogos Olímpicos com Tóquio 2020

Redação Publicado em 11/08/2021, às 14h17

Imagem NBC tem pior audiência em Jogos Olímpicos com Tóquio 2020
NBCUniversal teve, em Tóquio 2020, seu pior desempenho olímpico da história
Divulgação

A NBCUniversal teve, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, os piores índices de audiência de sua história com uma transmissão olímpica. Desde Seul 1988, quando a emissora começou a transmitir os Jogos Olímpicos de Verão nos Estados Unidos, os números nunca haviam sido tão baixos.

Existem algumas razões para isso, que vão desde a queda do consumo de TV até a baixa performance de esportes-chave dos americanos. No final das contas, segundo os dados da Nielsen, os Jogos de Tóquio na NBC atraíram uma média de 15,5 milhões de telespectadores no horário nobre em seus 17 dias de exibição nos Estados Unidos.

O número representa um declínio de 42% da audiência em relação aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, que teve uma média de 26,7 milhões de espectadores no horário nobre. Em relação a Londres 2012, que atraiu uma média de 31,1 milhões, a queda foi de praticamente de 50%.

Segundo dados da NBCUniversal, 150 milhões de americanos assistiram à Olimpíada de Tóquio, em comparação com 198 milhões que viram os eventos no Rio 2016.

O fuso horário foi apontado como um primeiro “vilão”. Tóquio tem 13 horas de diferença para a costa leste americana e 16 horas para a costa oeste. Além disso, a ausência de público nas competições foi vista como mais um motivo para afastar o torcedor de sofá dos Jogos.

Outra razão apontada para a queda de audiência da TV foi a fragmentação da transmissão. Além da NBCUniversal, o aplicativo NBC Sports e o serviço de streaming Peacock exibiram o evento, de forma similar ao que fez a Globo com a plataforma Globoplay no Brasil. Segundo o site “SportBusiness”, a oferta fragmentada dos eventos causou confusão nos espectadores, que tiveram dificuldades para encontrar o esporte que queriam assistir.

Por fim, a baixa performance de “atletas-chave” para o crescimento da audiência gerou certo distanciamento do público em relação aos Jogos Olímpicos. As duas maiores apostas do mercado publicitário americano, a ginasta Simone Biles e a tenista Naomi Osaka, tiveram destaque, mas não pela performance esportiva. Biles optou por não participar da maioria dos eventos devido a problemas de saúde mental, enquanto Osaka foi eliminada de forma precoce da competição de tênis.

Por fim, outros esportes que costumam atrair boas audiências por conta da boa performance, como natação e futebol feminino, tiveram uma Olimpíada discreta, o que provocou a fuga dos fãs.

Em um comunicado oficial, a emissora minimizou a perda de audiência e, logicamente, relacionou os baixos índices à pandemia.

“O poder da Olimpíada entregue ao público em várias plataformas da NBC provou ser inigualável. A pandemia alterou fundamentalmente todos os aspectos desses Jogos, mas nossa equipe se reinventou, em meio à demonstração de desempenhos que fizeram história em 41 esportes”, disse Pete Bevacqua, presidente da NBC Sports.

Mesmo com a audiência menor, os Jogos de Tóquio foram lucrativos para a NBCUniversal, com vendas de anúncios superiores a US$ 1,2 bilhão. Para não perder dinheiro, a empresa usou parte de seu inventário fora da Olimpíada para compensar a queda de audiência, algo que é raro de acontecer no mercado americano.

“Nenhuma propriedade tem um efeito positivo maior na nossa empresa”, afirmou Mark Lazarus, presidente do conselho de televisão e streaming da NBCUniversal.