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Tóquio 2020 / Esporte & Política

Recusa da marca chinesa Li Ning por indianos causa incidente diplomático

Redação Publicado em 09/07/2021, às 11h38

Imagem Recusa da marca chinesa Li Ning por indianos causa incidente diplomático
Reprodução

A China pediu, na última quarta-feira (7), que a Índia visse a cooperação bilateral de "maneira objetiva e justa" depois que a Associação Olímpica Indiana (IOA) deixou a Li Ning como sua patrocinadora de uniforme para o contingente dos Jogos Olímpicos de Tóquio, citando "sentimento público".

A decisão de se separar da empresa de roupas esportivas foi tomada pelo IOA na terça-feira (6), uma semana após o lançamento dos kits na presença do ministro do esporte, Kiren Rijiju. O presidente da IOA, Narinder Batra, disse que um novo patrocinador está sendo procurado, e espera-se encontrar um até o final deste mês.

"Quanto à cooperação comercial específica, não estou ciente disso", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, em uma entrevista coletiva em Pequim, respondendo a uma pergunta sobre a decisão da IOA.

"Esperamos que o lado indiano seja objetivo e justo ao ver nossa cooperação normal entre os dois países, em vez de politizar a questão", disse ele.

Nos bastidores, soube-se que foi o Ministério do Esporte que aconselhou a IOA a não incluir um patrocinador chinês para os Jogos.

"Estamos cientes das emoções de nossos fãs, e nós, da IOA, decidimos rescindir nosso contrato existente com um patrocinador de vestuário", disseram o presidente da IOA, Narinder Batra, e o secretário-geral, Rajeev Mehta, em um comunicado conjunto.

Vale lembrar que houve pedidos de boicote aos produtos chineses após o confronto direto entre os exércitos dos dois países no leste de Ladakh, região situada no extremo norte-noroeste do subcontinente indiano, no ano passado.

Ainda em 2020, o conselho de críquete indiano suspendeu o patrocínio chinês da Indian Premier League (IPL) por um tempo, mas a empresa (a fabricante de celulares Vivo) agora está de volta, pois o contrato, no valor de 440 crore (unidade de numeração monetária indiana) por ano, estava temporariamente suspenso.