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Futebol feminino é um processo

Duda Lopes Publicado em 30/10/2020, às 08h58

Imagem Futebol feminino é um processo

A consolidação de uma modalidade esportiva como um produto sustentável é um processo lento e frágil. Pressa ou descaso podem rapidamente levar a um nível muito inferior e exigir um novo esforço de recuperação. O que nem sempre é possível. É nesse movimento de evolução natural que vive hoje o futebol feminino. E, aos que pertencem à indústria do esporte, fica a responsabilidade de não deixar que esse incipiente caminho de amadurecimento não dê passos para trás.

E quem faz parte desse movimento certamente vê o momento com orgulho. Após o boom criado pela Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2019, a modalidade conseguiu se manter na estrada por novos sucessos e parece cada vez mais distante da possibilidade do esquecimento. Equipes têm se fortalecido, patrocinadores têm dado cada vez mais atenção, e a mídia não tem deixado de dar espaço para transmissões.

Há vários bons exemplos da consolidação desse processo de amadurecimento. O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino tem transmissão da Band, em rede aberta. Marcas como BMG, Guaraná e Puma têm criado constantes iniciativas com a modalidade, com patrocínios e ativações. As redes sociais, como o Facebook, também têm abraçado a causa, o que comprova que o interesse do público tem sido crescente.

Público, aliás, é o que faltou. Com a pandemia do coronavírus, ficou impossível mensurar o apelo dos jogos como um evento ao vivo. Ainda assim, o fato de o crescimento ter se mantido nessa enorme crise é mais um bom sinal.

Dentro do mundo do esporte, não faltam casos de modalidades que chegaram com muito dinheiro e estrutura, ameaçaram ter um espaço maior e não têm o sucesso esperado. Talvez o caso mais recente tenha sido do UFC, em que dirigentes do esporte chegaram a dizer que as lutas iriam concorrer com o futebol no Brasil. Puro delírio. O MMA é forte, mas permanece em seu nicho.

O caminho do futebol feminino parece muito mais natural e, por isso, mais sustentável. O esporte ainda luta contra os preconceitos, frutos de um machismo tamanho que chegou a proibir a modalidade no Brasil. Mas tem mostrado força demais, cada vez mais. Por isso discutir esse mercado e criar caminhos para novos negócios se transformou em um compromisso da Máquina do Esporte. O sucesso delas é o sucesso de toda a indústria nacional.