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TV Máquina / Entrevista

Governo quer deixar desporto escolar como legado para além de 2022

Secretário especial de esportes, Marcelo Magalhães, deu entrevista exclusiva ao canal da Máquina no YouTube

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 22/11/2021, às 11h10 - Atualizado às 11h12

Marcelo Magalhães, secretário especial de esportes, foi entrevistado pelo canal da Máquina no YouTube - Divulgação / Máquina do Esporte
Marcelo Magalhães, secretário especial de esportes, foi entrevistado pelo canal da Máquina no YouTube - Divulgação / Máquina do Esporte

“Se a gente não rega o jardim desde o seu florescer, não consegue ter material humano para o alto rendimento”. Foi assim que o secretário especial de esportes, Marcelo Magalhães, sintetizou o que motivou o governo federal a retomar, após 17 anos, os Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s).

Entre 29 de outubro e 5 de novembro, pouco mais de 5 mil atletas entre 12 e 17 anos de idade estiveram no Parque Olímpico do Rio de Janeiro disputando a competição escolar, naquilo que o secretário resumiu como um evento que “parecia os Jogos Pan-Americanos”.

O sucesso dos JEB’s, que conseguiram, mesmo com o cenário incerto de pandemia, promover o maior evento estudantil da história, reforça o planejamento do governo para o desporto escolar. Promotor de “boas notícias” em meio a uma acirrada disputa política, os JEB’s foram vistos como um caminho para o governo também levar um novo olhar para a política de investimento no esporte.

“Eu acredito muito nessa plataforma porque eu vim dela. Olhando o quadro de medalhas das principais potências esportivas do país, o esporte não começa no clube e na academia, mas nas escolas. A gente devolver isso para esse segmento é o caminho mais promissor para o esporte para daqui a mais ou menos 10, 15, 20 anos ter resultado”, afirmou Magalhães em entrevista ao canal da Máquina do Esporte no YouTube.

Para o secretário de esportes, o caminho agora é “fazer o dever de casa da maneira correta”. Entenda-se, com isso, fazer o desporto escolar ganhar um investimento obrigatório por parte do governo federal. Magalhães defende, para isso, uma mudança de legislação, fazendo com que o investimento não dependa de uma política de governo.

“Nos Jogos Olímpicos de 2028, a gente já vai ter um impacto desse trabalho. Teremos garotos que vieram dos JEB’s nesse ano. Se a gente fizer um trabalho em conjunto com o legislativo, uma atualização da Lei Pelé, acredito que haverá um caminho. A gente não quer tirar o dinheiro do alto rendimento, mas se a gente não olhar para a inversão de base da pirâmide de investimento, a gente sempre vai depender do talento pelo talento”, disse Magalhães, que durante décadas trabalhou como empresário de atletas como Bia e Branca Feres, do nado artístico, e em projetos de ativação de marcas no esporte.

Agora no poder público, o secretário quer usar o aprendizado da esfera privada para que as oscilações políticas não interfiram na gestão pública do esporte.

“Com os JEB’s, conseguimos ter um mapeamento das crianças que estão fazendo o esporte escolar. Os JEB’s virarão a maior peneira para os clubes. A minha vontade é que essa plataforma, assim como a universitária, fique com uma linha de investimento como é o Bolsa Atleta, para que a gente não tenha mais esse hiato conforme muda o horizonte político do país”, destacou.

Veja abaixo a entrevista completa com o secretário especial de esportes.