O Minas Tênis Clube elevou o investimento no seu time masculino de vôlei para esta temporada. O objetivo é aumentar o nível técnico da equipe para que a instituição consiga chegar às finais da Superliga 2026/2027 tanto na categoria feminina quanto na masculina.
“A gente conseguiu montar um time [masculino] bem mais pesado no que se diz respeito a custo e a nossa expectativa para esse ano é chegar à final da Superliga no feminino e também no masculino”, afirmou André Baeta, vice-presidente do Minas Tênis Clube, em entrevista à Máquina do Esporte na COB Expo 2026.
Atualmente, o projeto do Minas no vôlei é custeado, majoritariamente, pelos contratos de patrocínio que dão nome às equipes, como Gerdau, no caso do time feminino, e Itambé, no do masculino. No entanto, essas não são as únicas marcas parceiras do clube para a modalidade.
Isso porque a Melitta também é uma das outras patrocinadoras do naipe feminino. No masculino, o portfólio de parceiros ainda conta com Seguros Unimed e Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Além disso, a Nakal é a fornecedora de material esportivo das duas categorias do Minas no vôlei.
Em relação à infraestrutura, os times de vôlei do clube mandam seus jogos na Arena UniBH, espaço proprietário do Minas que tem um sistema de climatização com ar-condicionado, três níveis e seis camarotes, além de capacidade para até 3.400 pessoas.
“A nossa arena, apesar de ser um projeto de mais de 20 anos, ela é muito moderna e foi uma das primeiras do país a ter ventilação forçada e ser totalmente refrigerada. Nela, nós temos uma pequena parte reservada nos jogos exclusivamente para os nossos associados, que são cerca de 83 mil atualmente, e a maior parte para público geral”, comentou Baeta.
Formação
A formação de atletas no Minas segue uma sequência que começa nos cursos esportivos a partir dos 12 anos. No vôlei, o percurso passa por aprendizagem, aperfeiçoamento e polimento, antes da entrada nas pré-equipes, aos 14 anos, e nas equipes, aos 16. A progressão inclui categorias como sub-17, sub-19, sub-21 e, em alguns cenários, sub-23.
“Na base, nós temos uma estrutura muito parecida há vários anos. Já tivemos vários atletas que são sócios do clube e também temos a participação de jovens de diferentes lugares, não só de Minas Gerais, mas também das regiões norte e nordeste do país, que vem para trabalhar o vôlei dentro do Minas Tênis Clube”, explicou o vice-presidente da instituição.
Os investimentos na base contam ainda com o apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), sendo que a logística disponibilizada pela entidade permite o deslocamento das equipes de vôlei do Minas para disputar torneios nacionais, dando suporte ao calendário competitivo das categorias de formação.
“Nós temos um grande apoio do CBC, que disponibiliza o custeio da logística [das viagens], o que permite a gente viajar pelo país para disputar os torneios [de base]”, concluiu Baeta.
