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Vôlei: Nova Superliga avança com modelo de consórcio e Sociedade de Propósito Específico

Dirigentes projetam criação do CNPJ da nova estrutura para o fim de 2026; proposta ainda depende de deliberações e definição dos critérios de distribuição de receitas

Sada Cruzeiro e Vôlei Reneta durante a final da Superliga Masculina 2025/2026 - Wander Roberto / Inovafoto / CBV

⚡ Máquina Fast
  • Nova Superliga de Vôlei terá estrutura combinando consórcio de clubes e uma Sociedade de Propósito Específico (SPE).
  • CBV transferirá direitos comerciais para empresa que atrairá investidores, com clubes participando como consorciados.
  • Distribuição de receitas prevê parte igualitária e outra baseada em performance, audiência e compromisso dos clubes.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O projeto da nova Superliga de Vôlei avançou na definição de uma estrutura que combina um consórcio de clubes com uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), tipo de empresa voltado exclusivamente para a execução de um projeto, empreendimento ou contrato específico. Segundo Anderson Marsili, presidente do Vôlei Guarulhos, há consenso entre as equipes sobre esse modelo, que ainda precisa passar por uma assembleia para discutir os últimos pontos e deliberar sobre a criação da liga.

Em entrevistas à Máquina do Esporte na COB Expo 2026, Marsili e Fernando Maroni, gestor do Vôlei Renata, explicaram que o desenvolvimento da estrutura terá a participação dos clubes, da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e de um investidor. A proposta prevê que uma empresa concentre os direitos comerciais da competição e tenha capacidade de captar recursos para desenvolver a Superliga. Além disso, a expectativa dos dirigentes é constituir o CNPJ da nova organização ainda em 2026.

“Nós estamos nos estágios finais. Já temos um modelo que foi apresentado para a comissão de clubes e teremos um último passo, que é uma assembleia com a participação de todas as equipes, onde vão acontecer as discussões finais. [Após esse encontro,] o objetivo é já dar uma deliberação da criação da liga. Então, a ideia é que ainda em 2026 a liga tenha um CNPJ formado”, disse Anderson Marsili.

Governança

Marsili também revelou que o formato escolhido prevê “um consórcio e depois uma SPE”. De acordo com o presidente do Vôlei Guarulhos, a estrutura permite a participação conjunta dos envolvidos, com proteção jurídica para cada uma das partes envolvidas.

“O modelo tem a participação efetiva dos clubes, da participação da CBV, do investidor e ainda protege juridicamente todos os envolvidos, então ninguém se mistura nisso”, destacou.

Já Fernando Maroni explicou que, no projeto em discussão, a CBV, atual dona da Superliga, passaria os direitos comerciais da competição à nova empresa. Os clubes entrariam como consorciados e participariam das decisões, com benefícios e obrigações relacionados ao desenvolvimento da competição.

“Hoje, já há um modelo praticamente definido, que envolve criar essa SPE para fazer uma nova Superliga, em que a CBV passa os direitos comerciais da competição para essa empresa, que fica apta a trazer um investidor que possa aportar dinheiro. E os clubes entram nesse processo como consorciados. Isso está bem avançado”, detalhou o gestor do Vôlei Renata.  

Vale destacar que o modelo ainda não corresponde ao de franquias muito comum nas ligas norte-americanas. O presidente do Vôlei Guarulhos considera que esse formato pode ser uma evolução futura, mas apresenta a estrutura de consórcio e SPE como o primeiro passo para organizar a liga e receber investimento.

“Esse ainda não é um modelo de franquias, que é aquilo que eu acredito que vamos ser um dia. Mas é um primeiro passo para efetivamente começar a liga e já com investimentos”, acrescentou Marsili.

Receitas

A distribuição das receitas entre as equipes ainda está em fase de discussão. No entanto, um caminho provável de ser seguido envolve uma parcela dividida de forma igualitária, além de outra de acordo com aspectos ligados à performance esportiva, à audiência gerada e ao compromisso dos clubes com o crescimento da competição.

“Tem um modelo [em discussão] para dividir uma parte das receitas de forma igualitária e outra por meritocracia, infraestrutura e compromisso de fazer a liga crescer”, explicou Anderson Marsili.

“Esses critérios ainda têm que ser validados por todos. Mas uma parte vai ser por performance, outra por audiência e também por fazer entregas bem feitas. Um clube que se especializa em fazer muito bem a parte do matchday, por exemplo, tem que ter uma remuneração maior do que um time que faz um jogo mal entregue em termos de experiência do torcedor”, concluiu Fernando Maroni.