A criação da NBA Europa abre um novo capítulo na disputa pelo mercado do basquete no continente. O projeto da liga norte-americana, previsto para começar no ano que vem, surge como concorrência direta à Euroliga, que já se movimenta para proteger sua posição de liderança nesse mercado.
De acordo com a imprensa do velho continente, a Euroliga estuda medidas jurídicas para conter o avanço da NBA, que pretende instalar uma competição paralela com 16 equipes distribuídas em algumas das principais cidades europeias.
O plano da NBA prevê franquias avaliadas em até US$ 1 bilhão, atraindo investidores globais interessados em participar de um campeonato que carrega a marca mais reconhecida do basquete mundial.
A iniciativa busca consolidar a presença da NBA fora dos Estados Unidos e criar uma alternativa às competições já estabelecidas na Europa.
Barcelona
Dentro desse ambiente de acirramento de disputa, o Barcelona tomou uma decisão estratégica. O clube renovou sua licença com a Euroliga até 2036, garantindo presença na competição por mais uma década.
A renovação será assinada nas próximas semanas, segundo informou o diário AS. A decisão afasta, ao menos por ora, a possibilidade de o Barcelona integrar a futura liga da NBA.
O clube estava entre as cidades consideradas estratégicas pela NBA para receber uma franquia, mas optou por seguir vinculado ao modelo atual da Euroliga. Outras cidades de interesse da NBA são Londres, Manchester, Paris, Lyon, Madri, Roma, Milão, Munique, Berlim, Atenas e Istambul.
Alvos da NBA, Real Madrid e Fenerbahçe, hoje potências da Euroliga, podem seguir caminho oposto do Barça e migrar de competição. O prazo de renovação de suas licenças na Euroliga termina na próxima década termina na quinta-feira (15).
Montagem
A NBA segue avançando na estruturação de sua liga europeia. O projeto prevê 16 equipes e negociações em andamento com investidores.
A ideia é formatar um sistema híbrido, com vagas fixas e uma fase classificatória anual para clubes de ligas nacionais filiadas à Federação Internacional de Basquete (Fiba). O acesso seria concedido por meio da Champions League do Basquete (BCL) ou por algum outro torneio a ser criado. A NBA projeta manter em suas mãos ao menos 50% das ações da nova liga.
A futura competição planeja alinhar seu calendário com o das ligas e seleções, com o objetivo de permitir que os principais jogadores possam competir tanto por seus clubes quanto por suas equipes nacionais ao longo da temporada.
Como parte do plano, NBA e Fiba também estão considerando investimentos para o desenvolvimento do ecossistema do basquete na Europa, incluindo ligas nacionais, academias de clubes e programas de treinamento para jogadores, treinadores e árbitros.
A NBA contratou o JP Morgan e o Rain Bank para analisar seu modelo econômico e como atrair investimentos externos. Outra iniciativa é montar um contrato coletivo de trabalho, estabelecendo um teto salarial e como será a divisão de receitas entre os clubes que aderirem à iniciativa.
