As denúncias de comercialização ilegal de um camarote para shows no Estádio do Morumbis – questão que serviu de base para o impeachment de Júlio Casares, aprovado na última sexta-feira (16) – continua a movimentar os bastidores do São Paulo.
Na manhã desta quarta-feira (21), a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar do suposto esquema, incluindo aliados do dirigente.
Entre eles, os diretores afastados Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-esposa de Júlio Casares. A informações são do portal GE.
A investigação também tem como alvo uma mulher identificada como Rita Adriana, que teria participado do esquema.
As suspeitas envolvendo a comercialização do camarote no Morumbis vieram a público no fim de 2025, após o vazamento de um áudio em que Schwartzmann, supostamente, teria dito à interlocutora a frase “você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou”.
O episódio ajudou a acelerar o derretimento político de Júlio Casares, que ficou ainda mais isolado depois que a Polícia Civil e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) passaram a investigar saques em dinheiro feitos na conta do São Paulo, que somavam R$ 11 milhões, além de depósitos em espécie na conta pessoal do então presidente, que totalizaram R$ 1,5 milhão.
O pedido de impeachment, apresentado no fim do ano passado por 57 conselheiros da oposição, tomava por base a questão do camarote do Morumbis.
Júlio Casares foi afastado da presidência do Tricolor por 188 votos a 45. O clube tem até o dia 15 de fevereiro para realizar uma Assembleia Geral, na qual os sócios irão decidir se cassam ou não ou mandato do dirigente.
Nesse caso, a perda definitiva do mandato dependeria de maioria simples para ser aprovada. Atualmente, a presidência do Tricolor é exercida pelo empresário Harry Massis Junior.
Procurado, o São Paulo afirmou que “é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”.
