A Máquina do Esporte decidiu publicar uma lista de livros essenciais para quem atua na indústria do esporte em 2026. Para montarmos essa relação, pedimos indicações para nosso grupo de colunistas, além de profissionais que atuam nos mais diversos setores da empresa.
Para cada pessoa, foi solicitada a indicação de um livro sobre esporte e um de outra área, mas cujos princípios sejam aplicáveis à atuação na nossa indústria. Além disso, muitos integrantes do nosso corpo editorial fizeram uma indicação adicional de outro livro relacionado ao esporte e suas questões atuais.
Os livros escolhidos precisavam de uma justificativa sobre a importância da obra para quem atua no segmento no Brasil em um ano em que boa parte das atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo de 2026, realizada pela primeira vez em três países (EUA, Canadá e México) e com a participação inédita de 48 seleções.
Alguns profissionais falaram com mais ou menos detalhe sobre as obras que marcaram suas atuações no mercado. Há indicações relacionadas a temas prementes, como direito, gestão, história, marketing, mídia, negócios e redes sociais, entre outras áreas.
Entre os livros indicados que abordam um esporte em particular, o futebol foi o mais lembrado, com dez indicações. O basquete aparece em duas, enquanto automobilismo, beisebol e futebol americano também foram indicados, com uma obra para cada modalidade.
A lista é bastante heterogênea: houve apenas duas publicações que apareceram mais de uma vez nas escolhas dos membros do painel: “Futebol feminino no Brasil: Entre festas, circos e estádios, uma história social (1915-1941)”, de Aíra F. Bonfim; e “A Liga: Como a Premier League se tornou o negócio mais rico e revolucionário do esporte mundial”, de Joshua Robinson e Jonathan Clegg.
A primeira obra traça um histórico sobre o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, futura sede da Copa do Mundo de 2027, desde os primórdios da modalidade no país até a sua proibição durante o governo de Getulio Vargas, em 1941. Tal veto duraria quase 40 anos (só seria encerrado em 1979), o que atrasou sobremaneira o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.
Já “A Liga” detalha a formação da Premier League, que se tornou a competição nacional mais bem-sucedida do ponto de vista esportivo e econômico. É uma obra essencial para entender como um grupo de clubes consegue se unir em favor de um objetivo maior de crescimento de toda a indústria. Trata-se, inclusive, de um desafio que o Brasil ainda enfrenta, com as dissenções entre a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e a Liga Forte União (LFU).
Veja abaixo todas as indicações e suas justificativas.
Adalberto Leister Filho (diretor de conteúdo)
“The ball is round: A Global History of Football”, de David Goldblatt (Penguin Books, 2007)
“Em ano de Copa do Mundo e de exploração desse ativo como propaganda política, como já tivemos no passado, é interessante mergulhar na história do futebol como fenômeno global. E, para isso, não conheço nenhum livro mais completo do que essa obra monumental do Goldblatt, com suas quase mil páginas. Comprei durante as Olimpíadas de Londres e já utilizei em diversos cursos de pós-graduação em que dei aula.”
“A era do pensamento mágico: Notas sobre a irracionalidade moderna”, de Amanda Montell (Rocco, 2025)
“A autora defende que vivemos em um período em que comportamentos e crenças e são moldadas por vieses cognitivos que muitas vezes nos levam a ter uma visão deturpada do mundo e da realidade. Fenômenos como a adesão da teorias conspiratórias ou a confiança em ídolos globais (que Edgar Morin chamou, muito tempo atrás, de ‘olimpianos’) se sustentam na aceitação de explicações simplistas ou ilusórias. Esse mapa mental, sugere a autora, é essencial para entender o comportamento humano na era das redes sociais.”
“Futebol feminino no Brasil: entre festas, circos e estádios, uma história social (1915-1941)”, de Aíra F. Bonfim (publicação da autora, 2023)
“Em tempos cada vez mais próximos da Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil, resgato esse livro que comprei em uma liquidação no final de 2025. A autora mostra que o futebol feminino esteve presente no Brasil desde o início do século XX, em apresentações de entretenimento até puro espetáculo esportivo. Sua proibição por quase 40 anos (1941-1979) refletiu preconceitos sobre o papel da mulher na sociedade e atrasou o desenvolvimento da modalidade no país.”
Alice Laurindo (colunista)
“Futebol Globalizado: Paixão de Bilhões, Mercado de Trilhões”, de José Eduardo Coutinho Filho (Editora D’Plácido, 2021)
“Fruto da dissertação de mestrado do autor, o livro mescla aspectos técnico-jurídicos, considerações gerais sobre o mercado esportivo e até curiosidades sobre o esporte. Há, ainda, primeiras, mas já relevantes reflexões sobre conglomerados esportivos ou multi-club ownership, tema rico e que ainda precisa ser mais bem explorado. É uma leitura leve e que agrega muito para qualquer pessoa que queira trabalhar com o esporte, sobretudo se voltado ao direito esportivo.”
“Nudge: Como tomar melhores decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade”, de Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein (Objetiva, 2019)
“Importante livro da economia comportamental, trata-se de um livro fundamental acerca do estudo da tomada de decisão. Um querido amigo da área me destacou acertadamente que pode suscitar interessantes reflexões à luz do advento do Sistema de Sustentabilidade Financeira do Futebol Brasileiro, modelo de fair play recém proposto pela Confederação Brasileira de Futebol.”
Alice Maria Augusto (colunista)
“Introdução ao Direito Desportivo”, de João Lyra Filho (Pongetti, 1952)
“Base indispensável para compreender a estrutura jurídica do esporte, suas instituições e a lógica regulatória que sustenta a indústria esportiva moderna.”
“Paixão por Vencer”, de Jack Welch (Alta Books, 2005)
“Lições diretas sobre liderança, cultura organizacional e tomada de decisão, facilmente aplicáveis à gestão de clubes, ligas e organizações esportivas.”
Alvaro Cotta (colunista)
“The League: How Five Rivals Created the NFL and Launched a Sports Empire”, de John Eisenberg (Basic Books, 2019)
“É um livro sobre a história da fundação da NFL e da sua transformação em um das maiores negócios esportivos do mundo, uma narrativa rica dos desafios e das decisões que contribuíram para a profissionalização do negócio.”
“Como as democracias morrem”, de Daniel Ziblatt e Steven Levitsky (Zahar, 2018)
“Um estudo sobre comportamentos de líderes de países que resultam em mudanças na dinâmica da sociedade provocando alterações de políticas públicas, movimentos sociais e modelos de governo.”
Ana Teresa Ratti (colunista)
“O Jogo da Minha Vida”, de Paulo André (Leya, 2013)
“É uma leitura que provoca profunda reflexão sobre o futebol brasileiro. Um livro que, como mãe de atleta, me fez chorar ao reviver tantos momentos e que, como gestora, fortaleceu minha escolha de fazer parte da mudança que o nosso futebol precisa e merece, tornando-se mais profissional, mais humanizado e mais responsável com os nossos atletas.”
“O Ego é Seu Inimigo: Como dominar seu pior adversário”, de Ryan Holiday (Intrínseca, 2017)
“Aborda temas essenciais para gestores do esporte que atuam em contextos nos quais a competição é parte natural do dia a dia e em que os estímulos para inflar o ego e a vaidade são constantes. Esses fatores podem se tornar verdadeiros vilões da prosperidade. Por isso, o livro convida à reflexão e ao aprendizado sobre como reconhecer e administrar um sentimento natural do ser humano.”
André Stepan (colunista)
“Futebol ao Sol e à Sombra”, de Eduardo Galeano (L&PM, 2004)
“Mais do que um livro sobre futebol, é uma obra sobre cultura, identidade e sociedade. A obra ajuda o profissional a entender o jogo como fenômeno simbólico, político e emocional — algo essencial para quem trabalha com comunicação, marketing e engajamento de torcedores. Em tempos de hiperprofissionalização, o livro lembra por que o futebol importa e por que ele mobiliza paixões como nenhum outro produto cultural.”
“Leading Digital: Turning Technology into Business Transformation”, de George Westerman, Didier Bonnet e Andrew McAfee (Harvard Business School Press, 2014)
“Leitura para compreender como a transformação digital vai muito além de tecnologia, exigindo mudanças profundas em cultura, liderança e modelo de negócio. O livro oferece frameworks para organizações que precisam se adaptar rapidamente — realidade cada vez mais presente no esporte. É especialmente relevante para quem atua com mídia, dados, inovação e estratégia digital em clubes, ligas e empresas do setor.”
Bernardo Pontes (colunista)
“Uma Bela Jogada: 20 Anos de Marketing Esportivo”, de João Henrique Areias (Outras Letras, 2009)
“Sobre esporte eu vou voltar no tempo e indicar o primeiro livro que li sobre I mercado esportivo. Foi o livro que eu li com 18 anos de idade e fez ter a certeza de que era com esporte que eu precisava trabalhar.”
“Desobedeça!: A sua carreira pede mais”, de Maurício Benvenutti (Gente, 2021)
“Tem uma representatividade muito forte pra mim, pois foi o livro que li e me fez ter a certeza de que eu precisava apertar o eject e sair da vida de trabalhar para os outros e arriscar e abrir a minha empresa.”
Cristiano Benassi (colunista)
“Shoe Dog: A Memoir by the Creator of Nike”, de Phil Knight (Scribner Book Company, 2018)
“Relata a criação da Nike, os desafios iniciais e as decisões que transformaram a marca em referência global. Uma leitura essencial para quem atua no esporte, pois inspira a inovar, assumir riscos e desafiar o status quo mesmo diante da incerteza.”
Eduardo Corch (colunista)
“Digital Marketing in Sports: Global Perspectives”, de Brandon Mastromartino e James J. Zhan (eds.) (Routledge, 2023)
“Traduz como o marketing esportivo está sendo reconstruído a partir do digital, dos dados e do engajamento direto com fãs. Ajuda a compreender novas plataformas, formatos e comportamentos de consumo no esporte.”
“What You’re Made For: Powerful Life Lessons from My Career in Sports”, de George Raveling e Ryan Holiday (Portfolio, 2025)
“Fala sobre caráter, propósito e liderança, temas fundamentais para quem trabalha com esporte. A jornada de George Raveling mostra como decisões, valores e cultura moldam carreiras de profissionais.”
Erich Beting (fundador e CEO da Máquina do Esporte)
“Como eles roubaram o jogo”, de David A. Yallop (Record, 1998)
“O livro é leitura obrigatória para entender o lado político que foi criado no instante de profissionalização da indústria do esporte, nos anos 70/80, e que ainda é parte importante do negócio.“
“Além das Dunas”, de Regi Andrade (Edite, 2025)
“Um romance que pode parecer despretensioso, mas que serve de alerta para o nosso dia a dia. Parar é preciso. Respirar é preciso. Saber qual é a verdadeira prioridade, ainda mais.“
Evandro Figueira (colunista)
“What they dont teach you at Harvard Business School”, de Mark H. McCormack (Bantam, 1986)
“É um pouco da essência do marketing esportivo e do início de tudo. Mark McCormack fundou da IMG e iniciou o processo de profissionalização do esporte como negócio.”
“Líderes se Servem por último: Como Construir Equipes Seguras e Confiantes”, de Simon Sinek (Alta Books, 2019)
“É um livro inspirador que traz um pouco da visão de liderança em qualquer empresa e as diferenças entre ser chefe e ser líder. Simon Sinek é um craque no assunto e seus livros, vídeos e palestras me chamam a atenção.”
Fernando Fleury (colunista)
“Evolution of the Modern Sports Fan: Communicative Approaches”, de vários autores (Lexington Books, 2017)
“O fã não é mais definido pelo time que torce, mas pela forma como se comunica, se expressa e se reconhece no ecossistema do esporte.”
“Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, de Adam Grants (Sextante, 2017)
“Mostra que mudanças reais não nascem dos mais ousados; nascem dos inconformados estratégicos. Pessoas (ou organizações) que questionam normas, mas entendem o sistema antes de enfrentá-lo testam ideias em paralelo, sabem quando insistir e quando recuar.”
Gheorge Rodriguez (gente e gestão)
“11 Anéis: A alma do sucesso“, de Phil Jackson (Rocco, 2014)
“É muito mais do que um livro sobre basquete, e é uma das minhas principais fontes de inspiração. Aborda temas como liderança, espiritualidade, o poder do grupo, resiliência e adaptabilidade, além de aspectos mais técnicos sobre o jogo. Considero leitura obrigatória para líderes e entusiastas do esporte.”
“Just Do It: A História da Nike“, de Donald Katz (Best Seller, 1997)
“É o livro que explora a história da empresa, desde sua fundação em 1964 por Phil Knight e Bill Bowerman até se tornar uma das marcas mais icônicas do mundo. O livro aborda temas como inovação, risco, liderança, marketing, branding, cultura, valores, desafios e controvérsias. Ele acendeu ‘a chama’ do marketing esportivo em mim!”
Ivan Martinho (colunista)
“Patrocinei! !: o Guia Definitivo de Estratégia de Patrocínio Impactantes e o Futuro do Marketing Esportivo e de Entretenimento”, de Ivan Martinho (Alta Books, 2025)
“Com a devida licença poética de quem assina o livro, é uma leitura para quem quer entender o patrocínio sem romantização. Menos discurso, mais prática: como marcas, propriedades e executivos podem gerar valor real no esporte.”
“Hit Makers: Como nascem as tendências”, de Derek Thompson (Editora Harper Business, 2018)
“Essencial para entender por que alguns conteúdos no entretenimento e no esporte ‘explodem’ enquanto outros ficam pelo caminho. O livro conecta cultura, timing, distribuição e repetição, exatamente os fatores que hoje definem audiência, relevância e valor comercial no esporte.”
Lênin Franco (colunista)
“Ronaldo, glória e drama no futebol globalizado”, de Jorge Caldeira (Editora 34, 2002)
“Esse foi o primeiro livro que li sobre marketing esportivo e me impactou muito para querer seguir a carreira. O livro foi lançado em 2002 e eu me formei em 2003, ou seja, bem num momento da vida em que eu ainda buscava qual caminho profissional seguir.”
“O corpo fala: A linguagem silenciosa da comunicação não verbal”, de Pierre Weil e Roland Tompakow (Editora Vozes, 2015)
“Ajuda não só para questões profissionais, mas para a vida como um todo, leitura simples e acessível financeiramente.”
Liana Bazanela (colunista)
“The Psychology of Sports Fans”, de Aaron C.T. Smith (Routledge, 2025)
“Este livro revela como os esportes fornecem significado, identidade e comunidade, tornando-os uma parte essencial da vida humana. O livro examina os mecanismos psicológicos por trás do esporte, incluindo a formação de crenças, conexões emocionais e o papel dos rituais. Através de uma análise detalhada, o livro revela como as crenças esportivas se alinham com os padrões inerentes do cérebro, aumentando o senso de satisfação, conforto e pertencimento dos fãs. Também discute o impacto dos vieses cognitivos, da resiliência emocional e dos aspectos comunitários dos esportes, fornecendo uma compreensão abrangente de por que os esportes são tão cativantes e significativos. Este livro é diferente da maioria dos comentários sobre fãs de esportes, que se concentram no que os fãs fazem, e não no motivo pelo qual o fazem. “
“Cape: A Multidimensional Model of Fan Interest”, de Stephen Reysen e Courtney Plante (Reysen, 2021)
“Ler o modelo Cape é indispensável porque substitui o ‘achismo’ pela ciência, oferecendo uma matriz estratégica para decifrar a mente do fã e entender que o público não é uma massa uniforme; ao dominar suas quatro dimensões (Cultura, Atletismo, Pessoas e Entusiasmo), você deixa de ser um executor de campanhas genéricas para se tornar um estrategista capaz de segmentar o público com precisão cirúrgica, criando conexões emocionais e comerciais muito mais profundas, lucrativas e resistentes aos resultados de campo.”
Luis Ferrari (colunista)
“Não Sou Um Anjo”, de Tom Bower (Novo Conceito, 2011)
“Biografia do maior business man do esporte a motor em todos os tempos. Bernie Ecclestone representa para o esporte a motor mais que Don King para a história do boxe ou o barão Pierre de Coubertin para o Movimento Olímpico. Conhecer a trajetória deste ícone e seu modus operandi é fundamental para entender o mundo altamente competitivo dos bastidores das pistas, bem como seus meandros, malandragens e truculência. É a narrativa espetacular de quem, com grande oportunismo e meios muitas vezes heterodoxos de negociar, começou como vendedor de carro usado e chegou à patente de ‘F1 Supremo’.”
“Shinsetsu: O poder da gentileza”, de Clóvis de Barros (Planeta,2018)
“De maneira criativa e inovadora, o professor Clovis de Barros revela o conceito de ‘Shinsetsu’, a nipônica e dócil versão do que no Ocidente convencionou-se idealizar genericamente como Gentileza. É o que o fã de esporte percebe, por exemplo, quando os torcedores japoneses limpam as arquibancadas depois de um jogo de Copa. Serve perfeitamente de alegoria que em um mundo altamente competitivo, com concorrência muitas vezes desleal (como o mercado esportivo), é possível e desejável prevalecer dentro de parâmetros de um elevado senso ético.”
Marcelo Paganini de Toledo (colunista)
“Athletes Are Brands Too: How Brand Marketing Can Save Today’s Athlete”, de Jeremy Darlow (Jack e June Publishing, 2017)
“Ajuda no entendimento de que um atleta não é só resultado ou medalha. Ele também é uma marca, com história, jeito de se comunicar e impacto fora das competições. Por que isso importa para quem trabalha com marketing: Porque ajuda a entender que um atleta não é só alguém para estampar uma campanha. Quando bem usado, vira parceiro de marca, gera conexão real com as pessoas e constrói valor duradouro.“
“Design de experiências”, de J. Robert Rossman e Mathew D. Duerden (Summus, 2025)
“Mostra que nada do que o fã vive deve ser por acaso. Experiência boa é projetada: antes, durante e depois do jogo, do evento ou do conteúdo. Por que isso é essencial para um gestor de marketing esportivo: Porque hoje o esporte não compete só com outro esporte, compete com Netflix, shows e redes sociais. Quem entende experiência consegue transformar jogo em memória, torcedor em fã e engajamento em receita — dentro e fora do estádio.“
Raiana Monteiro (colunista)
“Futebol feminino no Brasil: entre festas, circos e estádios, uma história social (1915-1941)”, de Aíra F. Bonfim (publicação da autora, 2023)
“Oferece um olhar aprofundado sobre os primeiros passos do futebol feminino no país, revelando como a modalidade se desenvolveu em espaços populares e culturais antes de ser silenciada por décadas. Com a Copa do Mundo Feminina da Fifa batendo à nossa porta, é uma leitura essencial para compreender não apenas o passado, mas também a dimensão simbólica da luta que ainda hoje impulsiona o crescimento da modalidade.”
“Pare de Ser Tatu: Saia do buraco e leve clareza para a sua marca”, de Aléssia Saluára (Ofício das Palavras, 2025)
“Recebi de presente da Paula Regufe, uma amiga e excelente profissional de relações públicas que sempre me provoca a reconhecer conquistas que tendemos a naturalizar. Aléssia Saluára apresenta, de forma objetiva, a importância do posicionamento estratégico e da construção de uma imagem consistente. Leitura indicada para profissionais e parceiros que buscam fortalecer seu branding.”
Reginaldo Diniz (colunista)
“Moneyball: O Homem que Mudou o Jogo”, de Michael Lewis (Intrínseca, 2015)
“Como na nossa indústria e principalmente na End to End e na Fun to Fan a importância dos dados e métricas objetivas, são pontos fundamentais para que possamos transformar percepções subjetivas em ações que geram resultados. Também traz um olhar de como pensar diferente gera vantagem competitiva (fazer mais com menos).”
“A Estratégia do Oceano Azul: Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante”, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne (Sextante, 2019)
“Propõe uma mudança radical na lógica competitiva: em vez de disputar mercados saturados (oceanos vermelhos), as empresas devem criar novos espaços de mercado, onde a concorrência se torna irrelevante. O conceito central é o da inovação de valor e em aumentar drasticamente o valor percebido pelo cliente. E há uma conexão direta com a criação da End to End Sports Intelligence. A gente nasce, conceitualmente, como um oceano azul no mercado esportivo ao eliminar a fragmentação tradicional entre marketing, tecnologia, dados e performance; reduzir o modelo clássico de agências táticas e fornecedores isolados; elevar a inteligência estratégica, a mensuração de valor e o impacto no negócio; criar uma abordagem end to end que conecta fã, marca, receita, tecnologia e decisão executiva. Assim como no livro, a nossa proposta nunca foi competir por preço ou escopo com players tradicionais, mas redesenhar o jogo, criando um território em que inteligência aplicada ao esporte se torna o diferencial central com muita criatividade, foco e não apenas com olhar tradicional em comunicação, mídia ou ativação.”
Romulo Macedo (colunista)
“A Liga: Como a Premier League se tornou o negócio mais rico e revolucionário do esporte mundial”, de Joshua Robinson e Jonathan Clegg (Versal Editores, 2023)
“A leitura é relevante porque mostra como decisões estratégicas de governança, mídia e marca transformaram a Premier League em um modelo global de negócio esportivo. Ajuda também a profissionais do esporte a entenderem a importância da visão comercial aliada ao produto esportivo. Também inspira inovação na gestão, no engajamento de fãs e na geração de receitas.”
“Como Fazer Amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie (Sextante, 2019)
“É antigo, mas atemporal com ensinamentos valiosos sobre comunicação, empatia e liderança fundamentais para a gestão de grupos e criação de ambientes positivos.”
Samanta Vicentini (colunista)
“A Liga: Como a Premier League se tornou o negócio mais rico e revolucionário do esporte mundial”, de Joshua Robinson e Jonathan Clegg (Versal Editores, 2023)
“Essencial para o atual momento de ligas e SAFs, a obra disseca como a Premier League transformou o futebol em um produto de mídia global, separando a paixão do negócio. É o manual definitivo sobre como a valorização da marca e dos direitos de transmissão constrói uma indústria sólida, independentemente de a bola entrar ou não.”
“Hooked (Engajado): Como construir produtos e serviços formadores de hábitos”, de Nir Eyal (Editora Alfacon)
“O maior rival do esporte hoje não é outro time, mas a ‘economia da atenção’ (redes sociais e streaming). Eyal ensina a psicologia por trás da formação de hábitos, uma leitura obrigatória para o gestor que precisa transformar o torcedor casual em um consumidor diário, mantendo-o conectado ao clube muito além dos 90 minutos de jogo.”
Theodoro Montoto (analista comercial e de conteúdo)
“Os Números do Jogo”, de Chris Anderson e David Sally (Paralela, 2013)
“Apesar de não falar explicitamente sobre negócios, é um livro que recomendo porque nos faz pensar o futebol e o esporte de uma forma mais racional, derrubando muitos sensos comuns através de dados. Mostra que o futebol é o esporte do ‘elo fraco’, que demitir treinador estatisticamente não costuma alterar em nada, e muitos outros vieses que vamos construindo através do tempo. Sempre bom questionarmos nossas próprias certezas, e esse livro faz isso muito bem.”
“Misbehaving : A construção da economia comportamental”, de Richard H. Thaler (Intrínseca, 2019)
“Na mesma linha, este livro também questiona sensos comuns, mas em relação à economia (não apenas finanças, são coisas diferentes). É um dos ótimos livros do ganhador do Nobel de Economia de 2017. Em uma das primeiras aulas que tive no curso de administração lembro que o professor perguntou se ao final do curso seriamos mais especialistas em finanças do que alguém formado em economia, alguém mais criativo do que alguém formado em publicidade, e por aí vai. A resposta foi um concordante “não”. Ao final, ele disse: “a função de um gestor é tomar boas decisões, e é por isso que vocês têm que saber um pouco sobre tudo isso”. Este livro nos ajuda exatamente nisso: a tomar decisões melhores, por isso a recomendação.”
Vinicius Lordello (colunista)
“Comunicação e mídia do esporte”, de Ary José Rocco Junior (Senac, 2024)
“O autor brasileiro é um dos maiores estudiosos sobre comunicação no esporte do mundo. Seu livro aborda a comunicação estratégica em organizações esportivas, incluindo o conceito de comunicação integrada, fortalecendo nos diferentes públicos de uma entidade o sentimento de identidade e pertencimento.”
“Reputação: O Valor Estratégico do Engajamento de Stakeholders”, de Cees B. M. Van Riel (Campus, 2013)
“Para melhor entender o potencial do trabalho focado no institucional e seus desdobramentos, da relevância dos detalhes nas relações com os mais diversos stakeholders e da necessidade de fortalecimento da imagem e reputação de uma marca, inclusive aplicada ao esporte.”
