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NFL usa Bad Bunny e coleção exclusiva para ativar Super Bowl e alcançar público latino

Coleção "Concho" traz a mascote do último álbum do cantor porto-riquenho como protagonista de camisetas, moletons, bonés e pelúcias inspirados nos 32 times da NFL

Camiseta do Las Vegas Raiders faz parte da coleção "Concho" - Divulgação

Não há dúvidas de que o Super Bowl é um canhão de vendas. E exemplos disso não faltam. Antes mesmo do jogo que decidirá a temporada da NFL no próximo domingo (8), a liga lançou a coleção “Concho”, criada em parceria com Bad Bunny, que será o responsável pelo Show do Intervalo nesta edição. A estratégia antecipa o consumo e atrela o evento a um público latino, que tradicionalmente não acompanha tanto o evento e o esporte em geral.

O lançamento “cápsula” coloca Concho, espécie de mascote do último álbum do cantor porto-riquenho, vestido com uniformes inspirados nos 32 times da NFL. A colaboração oficial, operada com Ceremony of Roses e New Era, inclui uma variedade de itens de streetwear e acessórios colecionáveis (como camisetas, moletons, bonés e pelúcias) vendidos via NFL Shop, Fanatics e New Era, além de pontos físicos durante a semana do Super Bowl. 

Os lançamentos não se limitam ao pré-evento, claro. Logo após o Show do Intervalo, a NFL aproveitará o ápice de relevância da associação para lançar a cápsula “Super Tazón”, que marcará a primeira vez que um produto oficial do Super Bowl trará a marca traduzida para o espanhol em larga escala. Trata-se novamente de uma leitura de longo prazo da liga sobre o público latino, assim como ocorreu em 2020, quando trouxe Shakira e Jennifer Lopez ao palco, incluindo participações de J Balvin e do próprio Bad Bunny.

Edições anteriores do Super Bowl também geraram ganhos que vão além da música. No show de Rihanna (2023), além do salto expressivo com reproduções de suas músicas (streams) e vendas, produtos da Fenty, marca de cosméticos da própria cantora, capturaram mais de US$ 8 milhões em exposição de marca nas primeiras 12 horas pós-apresentação. Outros artistas, como The Weeknd, Usher e Dr. Dre, também obtiveram grandes retornos em streams, turnês, seguidores e álbuns vendidos após suas apresentações.

Para se ter uma ideia do tamanho musical do rapper Bad Bunny, nesta semana ele ganhou três Grammys e acumula mais de 145 bilhões de streams globais. O cantor é o latino mais ouvido do mundo, tendo superado 1 bilhão de streams no Spotify em apenas 13 dias em 2026 com o álbum Debí Tirar Más Fotos (que foi lançado em janeiro de 2025).

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