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Paulistão testa, Brasileirão escala, e futebol brasileiro é levado ao exterior

Em comum, ambos sinalizam que a "paixão nacional" começa a aceitar que sua audiência internacional não é homogênea nem depende apenas de grandes detentores de transmissão

Brasileirão fechou acordo com a Kick, intermediado pela 1190 Sports, garantindo presença em 17 países da América Latina - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Paulistão e Brasileirão adotam estratégias distintas para internacionalização dos direitos de transmissão a partir de 2026.
  • Paulistão foca em construir marca e visibilidade global com partidas gratuitas no YouTube e streaming via HBO Max.
  • Brasileirão expande presença comercial na América Latina com 76 jogos gratuitos e narradores locais via acordo com Kick.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A internacionalização do futebol brasileiro deixou de ser apenas discurso e começou a ganhar forma prática em 2026. Paulistão e Brasileirão passaram a usar os direitos de transmissão fora do país como ferramenta de expansão, mas partem de lógicas quase opostas, tanto na distribuição quanto no objetivo.

No Paulistão, a aposta é em conhecimento e construção de marca baseados em partidas de maior demanda. A competição estadual organizou seus direitos a partir de um hub único (HBO Max, com produção da TNT Sports), o que simplifica a operação, mas optou por não amarrar o exterior a um grande contrato internacional. Em vez disso, a Federação Paulista de Futebol (FPF) usa o YouTube e o streaming para alcançar brasileiros no exterior e novos públicos. São Paulo x Santos e Corinthians x Palmeiras, por exemplo, foram transmitidos gratuitamente fora do Brasil. 

Já o Brasileirão fez um acordo com a Kick, intermediado pela 1190 Sports, garantindo presença em 17 países da América Latina, com dois jogos por rodada (76 no total) e transmissão gratuita com dois focos: comunidades brasileiras fora do país e público local, apoiado fortemente pela escolha de “conarradores”, como os streamers argentinos La Cobraaa, Teodeliaa, Benitosdr e Agusneta. Trata-se de um movimento mais estruturado comercialmente, mas sem a inclusão dos jogos do Flamengo como mandante.

A maior diferença está no papel que os direitos internacionais cumprem em cada caso. No Paulistão, funciona como teste, usando os clássicos para gerar visibilidade global e testar formatos. No Brasileirão, o direito internacional é, ainda que em estágio inicial, tratado como ativo de distribuição, ainda fragmentado, mas com objetivo de ganhar espaço no continente americano.

Em comum, ambos sinalizam que o futebol brasileiro começa a aceitar que sua audiência internacional não é homogênea nem depende apenas de grandes detentores de transmissão. Plataformas abertas, streaming gratuito e segmentação geográfica passam a ser parte do jogo.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.