O Rio Open 2026 terminou neste domingo (22), em edição marcada pelo título de João Fonseca e Marcelo Melo nas duplas. Agora, o torneio organizado pela IMM seguirá atrás de mudanças estruturais para atrair jogadores de posições mais altas no ranking da ATP.
Luiz Carvalho, diretor do Rio Open, reforçou o interesse do torneio, realizado no Jockey Club Brasileiro, em deixar de ser disputado no saibro e passar a acontecer em piso duro.
“É uma questão bem antiga, um pedido meu, se não me engano, há uns seis anos junto à ATP. É um processo cíclico e político, não é da noite para o dia. Confio que estamos chegando perto de um desfecho feliz nessa questão de poder fazer essa mudança”, disse em coletiva de imprensa.
“Viemos trabalhando nos bastidores para posicionar o evento de uma maneira que a ATP enxergue que a América do Sul é um mercado potencial, que é o futuro. Obviamente, tem outras regiões que têm mais participantes e giram a economia do tênis mais rápido, mas a América do Sul tem um potencial enorme”, seguiu.
O executivo exaltou as presenças de Andrea Gaudenzi, presidente executivo da ATP, e Pablo Andújar, membro do Conselho Diretor, na 12ª edição do Rio Open.
“Tudo isso são fatos positivos que nos ajudam a chegar nesse objetivo final, que é fazer a transição de piso para quadra dura, porque acredito que essa transição vai beneficiar muito o evento em termos de atrair os grandes jogadores para o Brasil”, apontou.
“Ele [Gaudenzi] vai poder voltar para uma reunião e, quando falarem do Rio, já vai ter uma perspectiva diferente, vai entender melhor se as coisas vão funcionar a nosso favor ou contra. Vamos ter que esperar para ver, mas acho que ele ficou bem impressionado com o que viu no Rio”, acrescentou.
Atletas
O principal motivador por trás da intenção de se tornar uma competição de piso duro é atrair atletas de maior nível, que trariam consigo mais visibilidade e relevância ao Rio Open dentro do calendário internacional.
Para 2027, mesmo que o piso siga sendo saibro, a intenção é evoluir a presença de tenistas bem colocados no ranking mundial.
“Temos alguns jogadores com quem viemos conversando há algum tempo para poder trazer. Sempre prezamos por trazer os melhores tenistas do saibro, porque é isso que a gente consegue pleitear”, exaltou Luiz Carvalho.
Entre os nomes citados, estão Lorenzo Musetti, Casper Ruud, Andrey Rublev e Holger Rune. Ainda assim, o diretor do Rio Open ponderou que as vindas dependem muito dos desempenhos dos tenistas na temporada.
“Todas as conversas são muito informais. Não estou negociando nada ainda. Fazemos uma sondagem, a gente bate-papo com Buenos Aires [Argentina Open], vê o que eles estão pensando também, e espera mais ou menos até o final de Roland Garros, que é a temporada de saibro”, contou.
“É um processo, é um jogo de xadrez com vários tabuleiros que a gente fica de olho, mas torce para que 2027 seja um ano melhor, e vamos trabalhar para isso”, completou.
Calendário
Atualmente, o Rio Open se posiciona na gira de saibro da América do Sul, período em que tenistas do circuito vêm ao continente para disputar uma sequência de torneios no piso.
Ainda assim, o ATP 500 tem a vantagem de anteceder as disputas dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, disputados na primeira e segunda metade de março, respectivamente.
Em um cenário no qual passa a ser disputado em piso duro, o Rio Open poderia se tornar um torneio preparatório para os atletas que miram os Masters 1000, competições que só ficam atrás dos Grand Slams em relevância.
