A Itália não conseguiu, pela terceira vez consecutiva, se classificar para a Copa do Mundo. Mais do que impactos esportivos, a ausência no Mundial da Fifa de 2026 também poderá acarretar problemas financeiros para a Federação Italiana de Futebol (FIGC).
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De acordo com o veículo italiano La Gazzetta dello Sport, a estimativa é de que a entidade deixe de arrecadar cerca de € 30 milhões, montante que engloba penalidades automáticas em contratos de patrocínio, perda de premiações da Fifa e estagnação na comercialização de produtos licenciados.
Alguns contratos de patrocínio, como o de fornecimento de materiais esportivos fechado com a Adidas, incluem o pagamento de royalties. Sem estar na Copa do Mundo de 2026, o potencial de arrecadação nesta frente para a seleção italiana fica muito prejudicado.
As premiações, logicamente, também não virão. Somente pela participação na fase de grupos, a entidade receberia US$ 9 milhões, somados a US$ 1,5 milhão para custos de preparação, o que equivale a aproximadamente € 9 milhões.
Os valores aumentam conforme as seleções avançam no torneio, com a premiação ao campeão definida pela Fifa em US$ 50 milhões. Esta linha de receita, porém, não foi considerada no orçamento da FIGC para 2026, já que não era garantida.
A FIGC aprovou, para este ano, um orçamento que prevê prejuízos de € 6,6 milhões. À ocasião da aprovação, a gestão adotou uma postura contábil conservadora, elaborando o planejamento sem contabilizar as possíveis receitas do torneio, uma vez que a vaga da equipe ainda dependia da repescagem europeia.
Vale destacar que, nos anos em que a Itália ficou fora das últimas duas Copas (2018 e 2022), a FIGC conseguiu manter o orçamento no azul por meio de cortes de gastos proporcionais à queda na arrecadação.
Com a ausência no Mundial deste ano confirmada, o futebol italiano também deverá sentir mais uma vez os impactos das diminuições de investimentos. Este movimento, por sua vez, pode intensificar a crise, colocando a FIGC em uma ladeira ainda mais íngreme.
