Pular para o conteúdo

Rede ilegal de IPTV é condenada na Espanha com multas de € 43 milhões

Sentença inclui indenizações para as empresas afetadas e fechamento dos domínios utilizados na pirataria audiovisual

Jogadores do Barcelona comemoram o título da LaLiga 2024/2025 - Barcelona/Divulgação

Jogadores do Barcelona comemoram o título da temporada 2024/2025 da LaLiga - Divulgação / Barcelona

⚡ Máquina Fast
  • Rede ilegal de IPTV na Espanha foi condenada a pagar mais de € 43 milhões por crimes contra mercado, consumidores, propriedade intelectual e lavagem de dinheiro.
  • Grupo operava canais que distribuíam conteúdo de futebol, filmes e séries para mais de 2 milhões de usuários, gerando até € 17 milhões em receitas ilegais.
  • Investigação internacional envolvendo LaLiga, polícia espanhola, Europol e Eurojust resultou no confisco de bens e fechamento dos domínios da rede pirata.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Câmara Criminal do Tribunal Nacional da Espanha condenou uma das maiores redes ilegais de IPTV da Europa por crimes contra o mercado e os consumidores, propriedade intelectual e lavagem de dinheiro. A decisão prevê indenizações de € 12 milhões para as empresas prejudicadas e mais de € 30 milhões em multas, totalizando mais de € 43 milhões em sanções financeiras.

“A fraude audiovisual é um flagelo que ameaça a sobrevivência de uma indústria fundamental para a economia europeia, especificamente o esporte ao vivo”, afirmou Javier Tebas, presidente da LaLiga, uma das principais afetadas pela pirataria no país.

“Estamos orgulhosos desta sanção exemplar, que mostra que a pirataria deve ser combatida com firmeza em todos os níveis, especialmente contra as organizações e máfias por trás dela”, acrescentou o dirigente.

A rede, que operava canais como rapidiptv.com, rapidiptv.net e iptvstack.com, distribuía transmissões de futebol, filmes e séries para mais de 2 milhões de usuários em três continentes.

Segundo a investigação, o grupo gerava receitas de até € 17 milhões e utilizava mecanismos como corretoras de criptomoedas, empresas de fachada e faturas falsas para lavar dinheiro. Entre os bens adquiridos estavam imóveis e veículos de luxo.

Investigação

O caso teve início após uma denúncia da Nagravision e foi ampliado pela LaLiga, que apresentou provas consideradas decisivas. Outras empresas, como Movistar Plus+, Mediapro e Egeda, também se juntaram ao processo como promotoras privadas.

A investigação foi conduzida pela Unidade Central de Cibercrime da Direção-geral da Polícia e pelo Grupo de Propriedade Intelectual da Unidade Central de Crime Especializado e Violento (Udev), com apoio da Europol e da Eurojust na coordenação internacional. O acordo judicial inclui o confisco dos bens e o fechamento permanente dos domínios utilizados pela rede.

Segundo a LaLiga, a estratégia antipirataria da organização conseguiu reduzir em 60% o consumo ilegal de conteúdo na Espanha durante a temporada 2024/2025. Além das ações judiciais, a entidade aposta em medidas de educação, tecnologia e cooperação institucional.