Pular para o conteúdo

Rede ilegal de IPTV é condenada na Espanha com multas de € 43 milhões

Sentença inclui indenizações para empresas afetadas e fechamento de domínios usados na pirataria audiovisual

Jogadores do Barcelona comemoram o título da LaLiga 2024/2025 - Barcelona/Divulgação

Jogadores do Barcelona comemoram o título da LaLiga 2024/2025 - Divulgação / Barcelona

⚡ Máquina Fast
  • Tribunal Nacional da Espanha condena rede ilegal de IPTV com multas e indenizações que ultrapassam € 43 milhões.
  • Rede distribuía conteúdo pirata para mais de 2 milhões de usuários e lavava dinheiro com criptomoedas e empresas fantasmas.
  • LaLiga liderou investigação que reduziu em 60% o consumo ilegal de conteúdo na Espanha na temporada 2024/2025.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Câmara Criminal do Tribunal Nacional da Espanha condenou uma das maiores redes ilegais de IPTV por crimes contra o mercado e os consumidores, propriedade intelectual e lavagem de dinheiro. A decisão prevê indenizações de € 12 milhões para empresas prejudicadas e mais de € 30 milhões em multas, totalizando mais de € 43 milhões em sanções financeiras.

“A fraude audiovisual é um flagelo que ameaça a sobrevivência de uma indústria fundamental para a economia europeia, especificamente o esporte ao vivo”, afirma Javier Tebas, presidente da LaLiga, uma das principais afetadas pela pirataria no país.

“Estamos orgulhosos desta sanção exemplar, que mostra que a pirataria deve ser combatida com firmeza em todos os níveis, especialmente contra as organizações e máfias por trás dela” acrescenta o dirigente.

A rede, que operava canais como rapidiptv.com, rapidiptv.net e iptvstack.com, distribuía transmissões de futebol, filmes e séries para mais de 2 milhões de usuários em três continentes.

Segundo a investigação, o grupo gerava receitas de até € 17 milhões e utilizava mecanismos como corretoras de criptomoedas, empresas de fachada e faturas falsas para lavar dinheiro. Entre os bens adquiridos estavam imóveis e veículos de luxo.

Investigação

O caso teve início após denúncia da Nagravision e foi ampliado pela LaLiga, que apresentou provas consideradas decisivas. Outras empresas, como Movistar Plus+, Mediapro e Egeda, também se juntaram ao processo como promotoras privadas.

A investigação foi conduzida pela Unidade Central de Cibercrime da direção-geral da polícia e pelo Grupo de Propriedade Intelectual da Unidade Central de Crime Especializado e Violento (Udev), com apoio da Europol e da Eurojust na coordenação internacional. O acordo judicial inclui o confisco dos bens e o fechamento permanente dos domínios utilizados pela rede.

Segundo a LaLiga, sua estratégia antipirataria conseguiu reduzir em 60% o consumo ilegal de conteúdo na Espanha durante a temporada 2024/2025. Além das ações judiciais, a entidade aposta em medidas de educação, tecnologia e cooperação institucional.