Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016, confirmou sua intenção de concorrer a um quarto mandato à frente da entidade. O anúncio foi feito durante o Congresso da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá.
O atual mandato do suíço vai até 2027. O dirigente foi reeleito sem oposição em março de 2023, o que garante sua permanência no cargo até 2031 caso seja novamente eleito. As próximas eleições estão marcadas para 18 de março de 2027, no Marrocos.
Infantino assumiu a presidência em 2016, após a renúncia de Joseph Blatter, e foi reconduzido em 2019 e 2023. Embora os estatutos da Fifa limitem o cargo a três mandatos de quatro anos, o dirigente argumenta que seus primeiros três anos não devem ser considerados um mandato completo, já que sucedeu Blatter em meio ao ciclo.
Apoios e críticas
A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) já manifestaram apoio à candidatura.
Por outro lado, países europeus como Alemanha, Noruega e Suécia indicaram que não apoiarão ativamente Infantino, em razão de posicionamentos adotados durante seu mandato, como a defesa do Catar na preparação para a Copa do Mundo de 2022.
Infantino também buscou aproximação com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que gerou críticas adicionais.
Gestão
Apesar das polêmicas, Infantino é apontado por apoiadores como responsável por ampliar a receita da Fifa, com iniciativas como a reformulação do Mundial Interclubes e a criação da Copa do Mundo de Clubes, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, nos Estados Unidos.
“Embora seja indiscutível que Infantino tenha supervisionado o crescimento comercial da Fifa, com o patrocínio da Copa do Mundo em níveis recordes, novas fontes de receita como a Copa do Mundo de Clubes e novos programas comerciais, como os patrocínios a nível de cidades, que serão implementados pela primeira vez na Copa 2026, o argumento contrário é que Infantino esteve no lugar certo na hora certa para supervisionar tudo isso”, avalia Conrad Wiacek, analista-chefe da GlobalData Sport.
“O que é indiscutível é que Infantino conseguiu manter a FIFA em destaque numa era em que o futebol de clubes é mais dominante. Como resultado, manteve as receitas numa época em que a Fifa poderia ter perdido terreno, tornando a sua reeleição uma possibilidade concreta”, acrescenta o especialista.
