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Fifa e patrocinadores enfrentam pressão por trégua do ICE durante a Copa 2026

Organizações de direitos humanos pedem suspensão das operações de imigração nos Estados Unidos durante o torneio

Canadá e Bósnia e Herzegovina se enfrentam pela primeira rodada da Copa do Mundo - Fifa/Divulgação

Canadá e Bósnia e Herzegovina se enfrentam pela 1ª rodada do Grupo B da Copa do Mundo de 2026 - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • ONGs pedem que patrocinadores da Fifa pressionem EUA por trégua nas operações do ICE durante Copa do Mundo de 2026.
  • Patrocinadores como Adidas, Coca-Cola e McDonald's se engajam no diálogo sobre direitos humanos na Copa, enquanto outros permanecem silenciosos.
  • Trabalhadores dos estádios nos EUA obtiveram direito de greve contra políticas de imigração aplicadas durante o evento.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Human Rights Watch e a Sports & Rights Alliance, ONGs de direitos humanos, defenderam que os patrocinadores da Fifa pressionem o governo dos Estados Unidos por uma trégua no Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), durante a Copa do Mundo de 2026.

A proposta busca garantir que o ICE se abstenha de operações de fiscalização em eventos e locais ligados ao Mundial da Fifa.

“Os patrocinadores da Fifa pagam bilhões de dólares porque querem ser associados ao ‘jogo bonito’, e não à cruel repressão à imigração promovida pelo governo dos Estados Unidos”, criticou Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch.

Repercussão

Entre os patrocinadores que já dialogaram com a Fifa sobre direitos humanos estão Adidas, Coca-Cola, Lenovo, McDonald’s, Unilever e Visa. Outros parceiros, como AB Inbev, Aramco, Bank of America e Hyundai, não responderam às ONGs de direitos humanos.

O ICE declarou que atuará em parceria com autoridades locais e federais para garantir a segurança da Copa do Mundo, com foco em combater o tráfico de pessoas e prevenir a venda de ingressos e mercadorias falsificadas.

Apesar disso, trabalhadores de estádios nos Estados Unidos manifestaram preocupação e conquistaram o direito de greve, caso haja aplicação das políticas de imigração durante o torneio.

Contexto

A relação da Fifa com o presidente Donald Trump tem sido destacada, após a entidade premiá-lo com o primeiro Prêmio da Paz da organização e estabelecer parceria com o Conselho da Paz criado pelo mandatário dos Estados Unidos.

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que a Copa será “a mais inclusiva de todos os tempos”, mas a deportação do árbitro somali Omar Artan gerou fortes críticas.

“As empresas têm uma oportunidade real de pressionar a Fifa a defender uma trégua com o ICE e a proteger torcedores e trabalhadores durante todo o torneio”, defendeu Andrea Florence, diretora executiva da Sports & Rights Alliance.