A Fifa anunciou planos para vender participação minoritária em uma nova subsidiária voltada para eventos e direitos comerciais, chamada Fifa Forward Enterprise (FFE).
A operação pode arrecadar até US$ 4,2 bilhões, considerando uma avaliação total de US$ 20 bilhões para o empreendimento.
Estrutura
Segundo a entidade, os recursos serão destinados ao Programa Fifa Fast-Forward (FFFP), que funcionará como novo mecanismo de financiamento para as 211 federações membro. Atualmente, cada associação recebe US$ 8 milhões, e a meta é elevar esse valor para US$ 20 milhões no ciclo de 2027-2030.
A Fifa destacou que manterá controle da FFE por meio de representação majoritária no Conselho e autoridade exclusiva sobre governança, competições, calendário internacional e decisões regulatórias.
Investidores
O JP Morgan foi contratado para apoiar o projeto, e Greg Maffei, ex-presidente da Liberty Media, também está envolvido. A holding Thrive Eternal deve liderar o grupo de investidores. A Fifa informou já ter recebido manifestações de interesse de grupos financeiros de Europa, Américas, Ásia e África.
Antes da final da Copa do Mundo 2026, Infantino já havia antecipado a ideia de constituir uma empresa de direitos comerciais para o futebol ligada à Fifa.
“Nossa próxima etapa de crescimento precisa de uma estrutura construída para isso, uma em que o lado comercial do futebol opere como um negócio focado e dedicado, com seu valor compartilhado de forma mais ampla e eficiente em todo o mundo”, declarou o dirigente, à época.
Reações
A Uefa criticou os planos, afirmando que “isso ultrapassa um limite que as instituições que regem o futebol jamais deveriam ultrapassar. A Uefa leva isso extremamente a sério. O mesmo deveria acontecer com todas as federações nacionais de futebol. O mesmo deveria acontecer com todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte”.
Em comunicado, a entidade que gere o futebol europeu destacou que “a essência e a governança do futebol não são ativos para serem negociados – especialmente sem nenhuma transparência sobre quem lucra financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”.
Alheia às reclamações da Uefa, a Fifa tem expectativa de gerar mais de US$ 15 bilhões no ciclo 2023-2026, acima da projeção inicial de US$ 11 bilhões.
O aumento é atribuído principalmente à expansão da Copa do Mundo para 48 seleções e à venda de ingressos e serviços de hospitalidade, especialmente no mercado secundário.
