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Fifa quer vender participação minoritária em nova subsidiária comercial

Entidade planeja arrecadar até US$ 4,2 bilhões com investidores externos e criar programa de financiamento para federações

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante entrevista coletiva - Divulgação / Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante entrevista coletiva - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • Fifa planeja vender participação minoritária da Fifa Forward Enterprise para financiar federações e aumentar repasses de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões por ciclo.
  • Controle majoritário da FFE será mantido pela Fifa, com apoio de JP Morgan e investidores liderados pela Thrive Eternal.
  • Uefa critica a operação da Fifa por falta de transparência e venda do futebol, enquanto Fifa projeta receitas de US$ 15 bilhões para 2023-2026.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Fifa anunciou planos para vender participação minoritária em uma nova subsidiária voltada para eventos e direitos comerciais, chamada Fifa Forward Enterprise (FFE).

A operação pode arrecadar até US$ 4,2 bilhões, considerando uma avaliação total de US$ 20 bilhões para o empreendimento.

Estrutura

Segundo a entidade, os recursos serão destinados ao Programa Fifa Fast-Forward (FFFP), que funcionará como novo mecanismo de financiamento para as 211 federações membro. Atualmente, cada associação recebe US$ 8 milhões, e a meta é elevar esse valor para US$ 20 milhões no ciclo de 2027-2030.

A Fifa destacou que manterá controle da FFE por meio de representação majoritária no Conselho e autoridade exclusiva sobre governança, competições, calendário internacional e decisões regulatórias.

Investidores

O JP Morgan foi contratado para apoiar o projeto, e Greg Maffei, ex-presidente da Liberty Media, também está envolvido. A holding Thrive Eternal deve liderar o grupo de investidores. A Fifa informou já ter recebido manifestações de interesse de grupos financeiros de Europa, Américas, Ásia e África.

Antes da final da Copa do Mundo 2026, Infantino já havia antecipado a ideia de constituir uma empresa de direitos comerciais para o futebol ligada à Fifa.

“Nossa próxima etapa de crescimento precisa de uma estrutura construída para isso, uma em que o lado comercial do futebol opere como um negócio focado e dedicado, com seu valor compartilhado de forma mais ampla e eficiente em todo o mundo”, declarou o dirigente, à época.

Reações

A Uefa criticou os planos, afirmando que “isso ultrapassa um limite que as instituições que regem o futebol jamais deveriam ultrapassar. A Uefa leva isso extremamente a sério. O mesmo deveria acontecer com todas as federações nacionais de futebol. O mesmo deveria acontecer com todas as partes interessadas: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte”.

Em comunicado, a entidade que gere o futebol europeu destacou que “a essência e a governança do futebol não são ativos para serem negociados – especialmente sem nenhuma transparência sobre quem lucra financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”.

Alheia às reclamações da Uefa, a Fifa tem expectativa de gerar mais de US$ 15 bilhões no ciclo 2023-2026, acima da projeção inicial de US$ 11 bilhões.

O aumento é atribuído principalmente à expansão da Copa do Mundo para 48 seleções e à venda de ingressos e serviços de hospitalidade, especialmente no mercado secundário.