O Brasil é o líder de engajamento na Copa do Mundo de 2026, segundo uma pesquisa da Winnin Intelligence, plataforma de inteligência cultural e de marketing. O país é tema de 20,1% de todo o conteúdo sobre seleções do Mundial, considerando-se o período entre 11 e 29 de junho.
A parcela de conteúdos digitais sobre a seleção brasileira gerou 1,7 bilhão de engajamentos no TikTok, Instagram, YouTube, Facebook e Twitch no período analisado. Os dados são do relatório “Latin Fever”, publicado pela Winnin.
Apesar da descrença do torcedor brasileiro com a possibilidade de título da seleção, o país lidera em volume de vídeo, volumes total e médio de engajamento e visualizações.
A Copa do Mundo tem forte influência no protagonismo do Brasil, mas não é definidor para esta tendência. Nos últimos três meses, 50,1% do engajamento sobre a seleção brasileira veio de fora do Brasil.
Com o Mundial rolando, considerando o período entre 11 e 29 de junho, o maior engajamento passou a ser local, com 57,5% sendo produzido dentro do Brasil.
A pesquisa aponta a força do Brasil nas redes sociais para além de suas fronteiras como parte de um movimento mais amplo, relacionado à cultura da América Latina e que se repete em setores com a música.
Outras seleções
Mais do que falando sobre sua própria equipe, o Brasil também é protagonista nas conversas sobre outras seleções. Sozinho, o país também representa 23% de toda a conversa global sobre Cabo Verde, 14% sobre Curaçao e 11,8% sobre o Paraguai desde o início da Copa.
Os números refletem a afinidade criada pela torcida brasileira com outros países, principalmente quando estes eliminam algum rival, caso do Paraguai sobre a Alemanha.
No caso de Cabo Verde, os brasileiros abraçaram a seleção depois de um empate improvável contra a Espanha. O goleiro Vozinha, herói do resultado, viralizou no Brasil e saiu de aproximadamente 50 mil seguidores para mais de 24 milhões.
