A eliminação do Brasil diante da Noruega liderada por um impiedoso e fatal Erling Haaland, na tarde deste domingo (5), talvez marque o fim da Era Neymar em Copas do Mundo.
Talvez, porque sabemos bem que o futebol é um universo em que todas as certezas sólidas costumam se desmanchar no ar.
Em 2022, por exemplo, muitos acreditavam (até o próprio locutor) que seria a última Copa de Galvão Bueno, que se despediu da Globo naquele ano, após décadas sendo a principal voz do canal.
Eis que, quatro anos depois, o narrador tornou-se a grande estrela das transmissões do concorrente SBT.
Narrar durante 90 minutos ou mais pode não ser tão desgastante quanto jogar uma partida contra os melhores jogadores do planeta.
O fato é que, em 2030, Neymar terá 38 anos, um a menos que Lionel Messi, que tem destroçado adversários na Copa atual, comandando a Argentina numa campanha avassaladora e disputando, gol a gol, a artilharia do torneio com o francês Kylian Mbappé.
Está certo que, na idade de Neymar, Messi liderou sua seleção na conquista da Copa do Mundo de 2022. Além disso, o brasileiro não chegou aos Estados Unidos em sua melhor forma física. Longe disso.
Sua entrada diante da Noruega, no segundo tempo, teve elementos que lembram de cara o fim melancólico de uma peça dramática.
Os dois gols do time adversário, marcados por um astro em ascensão, ocorreram quando Neymar já estava em campo.
O pênalti cobrado nos acréscimos, com direito a um bate-boca com o goleiro norueguês Ørjan Nyland (que havia defendido a péssima cobrança de Bruno Guimarães, no primeiro tempo), deixou uma sensação dúbia nos torcedores.
Ao mesmo tempo que lembrou, de certa forma, o gol marcado por Oscar no 7 a 1 da Alemanha, em 2014 (na primeira Copa da Era Neymar, em um jogo que o atacante do Santos não disputou, pois estava com a costela quebrada), deixou a aquela dúvida: se estivesse em campo, ele perderia o primeiro pênalti marcado a favor do Brasil, quando o placar ainda estava em 0 a 0?
Jogador ainda é o maior astro do Brasil
Não existe “se” capaz de alterar o passado. Mas é possível projetar o futuro. Neymar enfrentou sérios problemas físicos para chegar a esta Copa.
O grande questionamento feito, já neste Mundial, é se ele teria condições de disputar de igual para igual com jogadores de alto nível.
Desta vez, a imensa maioria dos torcedores (assim como a própria mídia) optaram por acreditar que o talento do craque superaria as contusões.
Conforme noticiou a Máquina do Esporte, Neymar foi o grande assunto da convocação feita pelo técnico Carlo Ancelotti. Na data do evento promovido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, o jogador contava com 230 milhões de seguidores no Instagram.
Depois disso, mesmo praticamente não entrando em campo nas partidas do Brasil, ele tem quase 239 milhões de inscritos na rede da Meta.
Goste-se ou não, ele seguirá sendo a principal referência para milhões de torcedores no país. E, daqui a algum tempo, a tendência é que sua convocação ou não para os jogos da seleção monopolize o debate nas redes e no jornalismo esportivo.
Patrocinadores
Quando Neymar foi convocado para aquela que poderia ser sua última Copa, marcas aproveitaram para surfar no momento de glória do astro.
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Após a eliminação brasileira, porém, várias das parceiras do jogador optaram por seguir uma linha parecida à dos patrocinadores da seleção e silenciar sobre o ocorrido.
A Canção Alimentos foi uma exceção. Apesar de não citar nominalmente Neymar, a marca publicou conteúdos lamentando a eliminação brasileira, como parte da série Central do Sofá.
No início deste domingo, a marca havia publicado nas redes um vídeo com Neymar, para promover sua linha de snacks.
Entre as parceiras que ativaram Neymar no dia da convocação, mas preferiram tirar o time de campo após a queda do craque e de seus companheiros diante dos noruegueses, estão a Aiwa, a Puma e a Red Bull.
As duas primeiras chegaram a publicar conteúdos ao longo da semana, destacando a possível presença do atacante no jogo deste domingo.
Porém, após a queda brasileira, nenhuma das marcas trouxe conteúdos relacionados ao jogador. O próprio Santos, time do atacante, chegou a publicar uma foto no momento em que ele entrou em campo. Mas não postou mais nada em suas redes, a partir de então.
O Mercado Livre não chegou a ativar Neymar após a derrota brasileira, mas trouxe um conteúdo relacionada ao jogo das oitavas. A empresa é fornecedora oficial da Copa do Mundo de 2026.
