O Instituto Mudar o Jogo (IMJ) iniciou a coleta de dados para o primeiro mapeamento nacional focado nas práticas de captação de recursos de projetos esportivos no Brasil. A pesquisa, que está em andamento desde o dia 5 de agosto, tem como objetivo central entender a dinâmica de sustentação financeira do esporte de base e comunitário no país.
A iniciativa busca mapear a origem das verbas que mantêm em funcionamento ligas, times, associações, federações e projetos socioesportivos. O levantamento também pretende identificar os principais gargalos de financiamento do setor e analisar como essas dificuldades operacionais estão distribuídas entre as diferentes regiões, modalidades e perfis institucionais.
A organização entende que a falta de dados consolidados sobre esse financiamento atua como um obstáculo para o acesso a recursos estruturados, mantendo o setor invisível tanto para investidores do mercado privado quanto para o desenvolvimento de políticas públicas.
“O esporte comunitário sustenta milhares de projetos no Brasil e ainda assim quase não existe informação sobre como ele se financia. Sem dados, não há argumento. Sem argumento, não há política nem investimento. Este mapeamento é um convite para que quem está na ponta ajude a construir essa evidência”, afirmou Daiany França Saldanha, cofundadora do Instituto Mudar o Jogo.
Contrapartida
O questionário de pesquisa é direcionado a representantes de iniciativas esportivas em geral, abrangendo desde organizações da sociedade civil formalizadas até projetos em estágios iniciais, sem a obrigatoriedade de possuir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
Os respondentes receberão acesso gratuito a um curso focado em captação de recursos. O treinamento será ministrado pela própria Daiany França Saldanha, que acumula o cargo de diretora geral da organização Mais Impacto e é doutoranda em Mudança Social e Participação Política pela Universidade de São Paulo (USP).
O Instituto Mudar o Jogo trabalha com o propósito de fortalecer entidades que utilizam a prática esportiva como ferramenta de impacto social no Brasil, promovendo ações de pesquisa, capacitação e defesa de direitos.
A organização atua para ampliar a visibilidade das iniciativas da área, com foco direcionado a projetos de periferia e programas voltados para o público feminino.
