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Sydney Sweeney e Novig são acusadas de sexualizar mulheres esportistas em propaganda de apostas

Atriz de "Imaculada" e "Madame Teia" posou nua, em fotos que fazem alusão a diferentes esportes, para campanha da bet, da qual também é sócia

Sidney Sweeney em propaganda da Novig - Reprodução

⚡ Máquina Fast
  • Atrizes e atletas criticam campanha polêmica da Novig com Sidney Sweeney por apelo sexista e uso do corpo feminino para promover apostas.
  • Campanha da Novig com nudez artística é legal nos EUA, mas poderia enfrentar problemas em estados como Texas devido a leis locais contra obscenidade e apostas.
  • Novig só opera nos EUA e evita mercados como Austrália e Reino Unido, onde legislação proíbe publicidade erótica em apostas e tem regras rígidas de proteção a menores.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Reconhecida como uma das mais famosas e influentes estrelas do cinema e da televisão mundial na atualidade, a australiana Sidney Sweeney envolveu-se em uma polêmica com atletas profissionais, por conta de uma campanha publicitária lançada neste mês.

As propagandas em questão são para a Novig, plataforma que atua nos mercados preditivo e de bets, da qual a atriz é sócia.

Na campanha, intitulada “Just Sports”, a atriz de “Madame Teia” e “Imaculada” aparece nua em fotos, com o corpo parcialmente encoberto por objetos que remetem a diferentes modalidades como tacos de beisebol ou de hóquei e raquetes de tênis.

As propagandas causaram furor entre atletas mulheres, que dispararam críticas contra a atriz e a casa de apostas esportivas.

A nadadora australiana Ariarne Titmus afirmou que “Just Sports” utiliza uma abordagem ultrapassada e sexista. Ela ainda questionou o uso do corpo feminino para promover o esporte.

Outra que não poupou Sweeney foi a britânica Amy Hunt. Depois de disputar os 200m do Mundial Ultimate de Atletismo, a velocista lembrou que a realidade das mulheres no esporte envolve músculos, trabalho duro, suor e sacrifícios, e nem sempre glamour.

Já a ginasta americana Gracie Kramer aproveitou a polêmica para reforçar sua campanha que incentiva mulheres atletas a se mostrarem publicamente da forma como são, com seus corpos e rotinas reais.

A casa de apostas e a atriz optaram por não se pronunciar, embora Sweeney tenha compartilhado nas redes capas de The Body Issue, revista produzida pela ESPN e que traz esportistas consagrados (homens e mulheres) nus, numa celebração à forma física.

Legislação

Apesar da revolta das esportistas britânicas e australianas, a campanha estrelada por Sweeney não é voltada a nenhum dos dois países.

Inclusive, a Novig sequer tem licença para operar na Austrália, que possui uma legislação rígida em relação à propaganda de apostas e previsões.

Isso inclui a proibição ao uso de material de apelo erótico na publicidade, medida que também é adotada pelo Reino Unido e que gerou problemas para a Stake, numa polêmica envolvendo uma atriz pornô patrocinada pela bet.

LEIA MAIS: Stake, que patrocina Juventude e Everton, deixa Reino Unido após escândalo com atriz pornô

A Novig opera apenas no mercado dos Estados Unidos. A campanha com Sidney Sweeney foi lançada para coincidir com o início da temporada da NFL, maior competição esportiva do país.

A empresa é sediada em Nova York e começou a operar em 2021. Apesar de os Estados Unidos posarem para o mundo como o paraíso da liberdade de expressão infinita, na prática vigoram normas rígidas para propagandas em algumas localidades.

No Texas, por exemplo, existe a Lei da Obscenidade, que considera crime promover, vender ou exibir publicamente qualquer material considerado “obsceno”.

Isso faz com que muitas propagandas sejam removidas das ruas ou das mídias digitais e eletrônicas, por conterem elementos como nudez e erotismo.

No caso da publicidade on-line, há restrições sérias para evitar que menores de 18 anos tenham acesso a esse tipo de conteúdo. Além disso, por conta do forte conservadorismo que ali impera, o Texas adota leis locais que proíbem as apostas tradicionais em seu território.

Plataformas como a Novig conseguem ser acessadas no estado, enquadradas como mercado de previsões e com base em brechas federais.

Mas a junção de fatores como publicidade com teor erótico e apostas pode acarretar em sérios problemas para a empresa, como, por exemplo, o procurador-geral do estado resolver mover uma ação na Justiça, acusando a plataforma de atrair ilegalmente menores de idade para o vício em jogo.

Esse risco não existiria em Nova York, estado onde a empresa está sediada e que adota uma legislação rígida em relação ao mercado de apostas, mas é liberal em matérias de moral e costumes.

A Novig teria problemas se, em vez de fotos nuas de Sidney Sweeney, tivesse usado personagens da Patrulha Canina, de Pokémon ou Peppa Pig para divulgar seus serviços.

Isto porque as restrições vigentes em Nova York levam em conta o público-alvo da publicidade. A regra fundamental consiste na proibição absoluta em atrair menores de idade.

Conteúdos sensuais são encarados como voltados ao público adulto, desde que, é claro, adotem filtros que impeçam a distribuição desse material a usuários abaixo de 21 anos.

Por ser considerada propaganda para adultos, a campanha com a atriz não estaria sujeita a banimento, a menos que tivesse ultrapassado limites da obscenidade, como a exposição de genitália ou de atos sexuais explícitos.