Recentemente, o mercado tem visto indícios crescentes de que a Nike estaria se preparando para voltar à Fórmula 1, e o caminho escolhido parece ser mais interessante do que apenas patrocinar uma equipe. A intenção não foi confirmada oficialmente, mas, quando analisamos as notícias que a própria Máquina do Esporte publicou, elas parecem contar uma história.
Aproximação de executivos
O primeiro veio no fim de agosto, quando o Sports Business Journal (SBJ) relatou que executivos da Nike estiveram no GP de Miami conversando com a Fórmula 1 Management (FOM) sobre patrocínio e licenciamento. Em meados de setembro, a conversa pareceu amadurecer. Surgiram relatos de que a Nike poderia se tornar fornecedora de uniformes e calçados para os próprios funcionários da FOM nos finais de semana de corrida, com uma possível estreia em 2027.
Vale lembrar que a Nike já teve relação com a principal categoria do automobilismo mundial ao ser parceira de Michael Schumacher entre 1996 e 2002, produzindo inclusive itens específicos para o piloto. Nesse período, o alemão conquistou três dos seus sete títulos mundiais (2000, 2001 e 2002).

O City AM confirmou que as tratativas seguem avançadas, mas sem contrato assinado. Há até uma aposta nos bastidores de que o anúncio estaria guardado para o GP de Las Vegas, em novembro, por conta da força do mercado norte-americano, casa da Nike, e pelo clima de moda e entretenimento que caracterizam a etapa. Isso, no entanto, é uma leitura feita por parte da imprensa, não uma confirmação.
Neste meio-tempo, os pilotos da Cadillac, Valtteri Bottas e Sergio Pérez, já apareceram calçando Nike em imagens oficiais, o que também alimentou rumores de uma aproximação com a escuderia norte-americana, mesmo que a Tommy Hilfiger já cuide do material do time.
Contratação de executivo da LVMH
Neste mês, a Nike também trouxe Alexandre Arnault, executivo do Grupo LVMH, para seu Conselho de Administração. A multinacional francesa já é parceira global de luxo da F1 desde 2025, em um contrato de dez anos avaliado em torno de US$ 1 bilhão, com Louis Vuitton nos troféus, TAG Heuer na cronometragem e Moët Hennessy na hospitalidade, entre outras marcas envolvidas.
Nenhuma dessas peças prova, sozinha, que a Nike fechará com a F1, mas, juntas, elas apontam para um movimento coordenado, e não uma coincidência.
O que isso representaria para a Nike agora
Se confirmada, a entrada na principal categoria do automobilismo mundial chegaria em um momento delicado para a marca do Swoosh, que acaba de sair do S&P 100 após uma queda de cerca de 80% nas ações e ainda vive uma desaceleração no mercado de luxo, sobretudo na China.
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Para uma Nike que tenta recuperar relevância, a Fórmula 1 pode ajudar: trata-se de um território de luxo e juventude, além de ser um produto ainda dividido apenas entre Puma e Adidas, com a Puma como fornecedora oficial da categoria e da Ferrari, e a Adidas concentrada em equipes como Mercedes e Audi.
Com o possível acordo, a Nike, que já tem grande presença em modalidades como futebol, basquete, tênis e running, parece querer recuperar um ambiente em que performance, atleta e produto voltam a se misturar naturalmente. Mas se isso de fato vai acontecer, apenas o tempo dirá.
