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Premier League, LaLiga, Serie A e Bundesliga se unem contra Infantino e exigem reformas na Fifa

Executivos das principais ligas europeias defendem que, embora FFE tenha sido barrada, entidade mantém condições para decisões unilaterais

Gianni Infantino é presidente da Fifa - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Executivos das principais ligas europeias pedem reestruturação da governança da Fifa devido à concentração de poder e decisões unilaterais.
  • Ligas exigem órgão permanente com federações, clubes e atletas para aprovar mudanças e separação entre funções regulatórias e comerciais da Fifa.
  • Grupo pede compromisso público de candidatos à presidência para realizar convenção de governança e garantir eleições neutras.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Os executivos das principais ligas de futebol da Europa divulgaram um manifesto conjunto cobrando uma reestruturação no modelo de governança da Fifa. O documento, assinado por Richard Masters (Premier League), Marc Lenz (Bundesliga), Javier Tebas (LaLiga) e Luigi De Siervo (Serie A), critica a concentração de poder e questiona a atuação do presidente Gianni Infantino.

O estopim para a manifestação pública foi a tentativa de Infantino de vender parte dos direitos comerciais das competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, para agentes privados. A manobra foi apresentada com o programa Fifa Forward Enterprise (FFE).

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Embora o projeto tenha sido barrado pela pressão das partes interessadas, os dirigentes europeus argumentam que as condições institucionais que permitiram o seu desenvolvimento continuam ativas.

Segundo as ligas, essa mesma estrutura falha permite que a entidade tome decisões unilaterais que afetam a sustentabilidade econômica nacional, como a expansão do calendário de jogos sem a consulta prévia dos clubes afetados.

O texto publicado pelas entidades europeias detalha a falha no sistema de controle do futebol mundial e acusa a atual gestão de ignorar processos de modernização administrativa.

“O problema de governança da FIFA vai muito além do papel de um único indivíduo. A questão mais ampla é se o presidente da FIFA deveria exercer simultaneamente tamanho poder regulatório, comercial e político sem mecanismos eficazes de controle e equilíbrio, incluindo o consenso das partes interessadas”, afirma o documento.

“Há mais de uma década, após processos criminais envolvendo altos dirigentes do futebol, o próprio processo de reforma da FIFA buscou abordar essas questões – contudo, mais uma vez, o futebol sofreu um dos maiores abusos de poder da história da FIFA”, acrescenta.

Exigências

A primeira demanda é a criação de um órgão permanente de deliberação composto por federações, clubes, ligas e atletas, cujo consenso seria obrigatório para a aprovação de mudanças de calendário, emprego, competições e dos principais ativos do futebol.

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A segunda cobrança envolve a adoção de decisões baseadas em evidências, exigindo avaliações independentes e a publicação de justificativas técnicas antes de qualquer alteração esportiva de impacto.

Por fim, o grupo solicita a separação total entre o papel regulatório da Fifa e sua operação comercial, garantindo autonomia real aos departamentos de ética e supervisão financeira.

Eleições

Os executivos pedem que os futuros candidatos à presidência assumam publicamente o compromisso de convocar uma convenção de governança logo nos primeiros cem dias de mandato, sob a mediação de um comitê independente.

A aliança de ligas também alerta para a necessidade de neutralidade financeira e institucional da Fifa durante o pleito, a fim de evitar vantagens eleitorais com o uso do orçamento de desenvolvimento do esporte.