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Botafogo aumenta capital social da SAF e abre caminho para troca da Eagle pela GDA Luma

Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quinta-feira (24) aprovou a emissão de 200 milhões de novas ações, a R$ 0,01 cada

O volante Danilo, do Botafogo, tenta passar pela marcação do Vitória - Vitor Silva/Botafogo

O volante Danilo, do Botafogo, tenta passar pela marcação do Vitória - Vitor Silva/Botafogo

⚡ Máquina Fast
  • Botafogo aprovou emissão de 200 milhões de novas ações da SAF por R$ 0,01 cada para recompor fluxo de caixa.
  • John Textor tentou suspender Assembleia e apresentou proposta de investimento de R$ 100 milhões, mas foi negado pela Justiça.
  • Sócios têm 30 dias para preferência na compra das ações, com possibilidade de clube assumir controle e vender para GDA Luma.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quinta-feira (24), o Botafogo aprovou a proposta que autoriza a emissão de 200 milhões de novas ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), por R$ 0,01 cada.

Tratam-se de ações ordinárias da Classe B, todas nominativas e sem valor nominal, segundo comunicado divulgado pelo clube.

Com essa emissão, o capital social da SAF será ampliado em R$ 2 milhões. “A medida tem como objetivo contribuir para a recomposição do fluxo de caixa da Companhia considerando sua atual situação econômico-financeira e o contexto de recuperação judicial, inclusive para o cumprimento de obrigações correntes”, afirma a nota.

A SAF do Botafogo conta atualmente com dois acionistas, e ambos participaram da Assembleia. O clube associativo foi representado por João Paulo Magalhães Filho, que se posicionou a favor da emissão.

A Eagle, apesar de comparecer à Assembleia por meio dos representantes Marcello Macêdo Advogados e da Preserva-Ação Administração Judicial, não participou da votação, já que teve seus direitos políticos na SAF suspensos pela Justiça do Rio de Janeiro.

Antes da reunião ocorrer, o empresário norte-americano John Textor enviou uma notificação extrajudicial, solicitando que a votação não ocorresse, pois alega ser ainda o dono legítimo de 90% da SAF do Botafogo.

Em troca da suspensão da Assembleia, ele chegou a acenar com uma injeção de capital de R$ 100 milhões. Caso sua proposta não fosse aceita, porém, Textor demonstrou estar disposto a recorrer “medidas judiciais para anular deliberações e buscar a responsabilização de administradores e do acionista controlador”.

Textor também tentou obter liminar na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para suspender a Assembleia Geral Extraordinária, sob o argumento de que a estrutura societária da SAF não poderia ser modificada enquanto a disputa principal sobre quem é o verdadeiro dono das ações (ele ou os administradores judiciais da massa falida da Eagle Bidco) ainda tramita em tribunais no Brasil e no exterior.

Contudo, o juiz Victor Agustin Jaccoud Diz Torres negou a liminar, manteve a reunião e ainda multou Textor por litigância de má-fé.

Caminho para mudança de sócia

Com o aumento do capital, os dois sócios têm 30 dias para exercer o direito de preferência de compra das novas ações.

O clube associativo inicialmente poderia incorporar até 102 milhões de ações (51%), enquanto a Eagle estaria apta a subscrever até 98 milhões (49%).

Se, após esse prazo a Eagle não subscrever os papéis a que teria direito, o clube poderá assumir o controle de todas as 200 milhões de ações.

Nesse cenário, o capital da empresa norte-americana seria diluído e o Botafogo teria condições de vender o controle da SAF à GDA Luma, tida como favorita para assumir o futebol do Glorioso, no lugar de Textor.