A Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e a Associação de Tênis Feminino (WTA) criaram uma taxa sobre patrocínios de apostas. O objetivo da “Taxa de integridade de patrocínio de apostas e bem-estar do jogador” é destinar parte da receita obtida com este tipo de publicidade para ações de segurança, suporte psicológico dos atletas e combate a abusos nas redes sociais.
A cobrança valerá nos contratos firmados a partir de 2027 e contemplará eventos de todos os níveis dos circuitos masculino e feminino, sendo aplicada em contratos com empresas de jogos e serviços relacionados, como casas de apostas e plataformas de apostas esportivas, bem como fantasy games e produtos de entretenimento baseados em desempenho esportivo, jogos de azar on-line e também mercados de previsão esportiva.
A tarifa padrão será de 10%, mas em competições conjuntas entre ATP e WTA cairá para 5%.
Cenário preocupante
A iniciativa surge como uma tentativa de combater o assédio dos apostadores no tênis. Um relatório divulgado no ano passado pela WTA em conjunto com a Federação Internacional de Tênis (então ITF e que mudou de nome para World Tennis em junho deste ano), com base na temporada anterior, apontou que 40% dos conteúdos abusivos publicados nas redes sociais contra tenistas foram produzidos por apostadores frustrados.
No início deste ano, o tenista espanhol Nikolás Sánchez-Izquierdo denunciou ameaças de apostadores em um torneio na Argentina, que evidenciaram que o risco relacionado às apostas transcende o suborno financeiro, atingindo a integridade física dos tenistas.
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Segundo as entidades, a ideia da taxa é atuar justamente nessa questão, colocando a segurança física e virtual dos jogadores em primeiro lugar.
