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LFP aproveita mudança em lei para antecipar venda dos direitos de transmissão da Ligue 1

Nova regra, aprovada em agosto deste ano, permite que propriedade seja comercializada com exclusividade para uma única plataforma de mídia

Olimpyque de Marselha manda seus jogos do Estádio Vélodrome - Reprodução / Instagram (@olympiquedemarseille)

⚡ Máquina Fast
  • LFP busca recuperar perdas recentes na venda de direitos da Ligue 1 após contrato atual de €500 milhões ser o pior em 19 anos.
  • Nova legislação permite venda exclusiva dos direitos a uma única plataforma, atraindo grandes grupos de streaming.
  • LFP já iniciou negociações com gigantes como Canal+, Amazon Prime e Netflix para nova licitação em novembro de 2026.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Liga Francesa de Futebol (LFP) quer aproveitar uma recente mudança na legislação esportiva do país, para tentar se recuperar o fiasco que foi a última licitação de direitos de transmissão da Ligue 1.

Conforme noticiou a Máquina do Esporte, o contrato atual, firmado em 2024 com DAZN e beIN Sports pelo valor de € 500 milhões anuais, representa o pior acordo de mídia da liga, em 19 anos.

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O detalhe é que a intenção inicial da organização esportiva era alcançar € 1 bilhão naquela negociação. Mas os planos fizeram água, por conta de uma série de fatores, como a debandada de craques (incluindo Neymar, que foi para a Saudi Pro League; Lionel Messi, que rumou para a MLS; e Kylian Mbappé, que se transferiu para o Real Madrid).

Atritos da LFP com o Canal+, seu parceiro de longa data, serviram para agravar ainda mais a situação. A empresa de mídia acabou por nem apresentar proposta na licitação, criando um cenário desesperador para os executivos da liga, que tiveram de se contentar com valores muito abaixo do esperado.

O contexto atual vem sendo encarado como mais promissor pela liga, que decidiu antecipar as negociações para a venda dos direitos de mídia da Ligue 1. Com isso, o contrato atual seria encerrado dentro dos próximos meses, com o novo ciclo valendo de 2027 a 2032.

Em 3 de agosto de 2026, parlamentares franceses aprovaram mudanças na legislação esportiva do país.

Além de endurecer as regras de fair play financeiro (com tetos salariais rígidos e a proibição de que um clube receba mais de três vezes que o time que menos arrecada), a nova lei acabou com a exigência da venda fatiada de direitos, permitindo que eles sejam vendidos com exclusividade a uma única plataforma de mídia.

A legislação anterior buscava proteger a livre concorrência, evitando que uma empresa monopolizasse as transmissões esportivas na França, podendo impor, por exemplo, preços abusivos nas assinaturas vendidas para torcedores que estivessem dispostos a assistir aos jogos do campeonato.

Na era do streaming, porém, o que se viu foi o efeito inverso, com os espectadores tendo de gastar bem mais dinheiro com múltiplas assinaturas, por conta do fatiamento da propriedade.

Em termos econômicos, a regra anterior também afastava grandes grupos de mídia de um campeonato esvaziado de astros e que é dominado por um único clube há mais de uma década. Afinal, ninguém estava disposto a pagar caro para levar um produto trivial e que estaria disponível no concorrente.

Com a alteração na lei, executivos da LFP vislumbram a possibilidade de atrair gigantes do streaming, como a Apple, que tem investido na compra exclusiva de algumas competições, caso da MLS, nos Estados Unidos.

Negociações já começaram

Segundo informações do jornal esportivo francês L’Équipe, Olivier Bramly, gerente geral da LFP Media, subsidiária comercial da LFP, já se reuniu com os principais grupos de mídia que poderiam adquirir os direitos da Ligue 1, como Canal+, RMC Sport, Netflix, Amazon Prime Video e Netflix.

O contrato com DAZN e beIN (este último, aliás, tem dado dor de cabeça ao presidente da emissora, Nasser Al-Khelaifi, que também comanda o PSG) é válido até 2029, mas contém uma cláusula de saída que pode ser acionada a partir de março de 2027.

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Nesse cenário, a expectativa é de que a nova licitação seja lançada ainda em novembro de 2026, com as empresas interessadas tendo prazo de um mês para apresentarem suas propostas.

A LFP Media trabalha com duas possibilidades na negociação para a venda dos direitos. Na primeira delas, um grupo assumiria a propriedade pelos próximos cinco anos, no modelo tradicional que tem vigorado na Ligue 1, só que com exclusividade.

Na outra opção, o vencedor assumiria a distribuição do Ligue 1+, plataforma de streaming própria, criada para transmitir o Campeonato Francês.