O São Paulo conquistou o Brasileirão Feminino no último sábado (3), no Morumbis, com um recorde histórico de público no estádio. A partida diante do Corinthians evidenciou o avanço cada vez maior do torneio, que teve aumento de público, audiência expressiva na Globo e mais recursos distribuídos aos clubes.
Mais recursos para os clubes
Neste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dobrou a cota de participação dos clubes na competição, de R$ 360 mil para R$ 720 mil, e ampliou o total distribuído de R$ 5,76 milhões para R$ 12,96 milhões, além de aumentar o número de participantes com duas novas equipes.
O campeão São Paulo somou R$ 2,72 milhões entre cota e premiação, enquanto o vice-campeão Corinthians recebeu R$ 1,72 milhão, além dos adicionais por jogos transmitidos que cada clube embolsou.
Público e audiência da final
O público no Morumbis foi o maior já registrado em um jogo entre clubes femininos na América do Sul: 49.405 presentes, superando a final de 2024 entre os mesmos times. A renda também foi relevante, de R$ 821.925. Na Globo, a decisão chegou a 14 pontos de audiência tanto na Grande São Paulo quanto no Rio de Janeiro, com os melhores resultados do Brasileirão Feminino nessas praças desde o início das transmissões da competição pela emissora em cada mercado.
É um resultado que chama atenção e ajuda a valorizar o campeonato diante de anunciantes e parceiros de mídia. Há, claro, uma diferença entre lotar o estádio e atrair audiência em uma final e manter esse interesse ao longo de toda a temporada. Ainda assim, os números são um sinal positivo para a competição.
Sete marcas no pacote comercial
Amazon, Coca-Cola, Hyundai, Itambé, Monange, Sicoob e Uber fazem parte do pacote comercial que, além do Brasileirão Feminino, também inclui a Copa do Brasil Feminina e a Supercopa Feminina. Como os contratos abrangem as três competições, não é possível atribuir toda essa presença comercial exclusivamente ao Brasileirão.
Na final, as marcas ativaram o patrocínio de diferentes formas. Veja abaixo:
Amazon: levou influenciadores aos arredores do Morumbis para interagir com torcedores e oferecer a chance de upgrade para camarotes.
Coca-Cola: levou 30 influenciadores para acompanhar a partida e produzir conteúdo.
Itambé e Monange: tiveram exposição de marca e ofereceram experiências para convidados.
Sicoob: anunciou em julho um contrato de três anos, com presença em placas de campo e painéis de entrevistas.
Uber: transportou a taça até o estádio com uma motorista do aplicativo que acompanha o futebol feminino.
Hyundai: premiou a goleira Carlinha, do São Paulo, considerada a melhor jogadora das finais, com um modelo i20, além de oferecer experiências para convidados.
Vale destacar que a Hyundai está no primeiro ano de um acordo de três com a CBF. À Máquina do Esporte, a diretora de marketing da montadora, Ebru Semizer, disse que o envolvimento vai além da exposição de marca e citou o apoio da empresa ao futebol feminino desde a Copa do Mundo de 1999.
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