As receitas operacionais dos dez times mais ricos da Europa, numa lista que é liderada pelo Real Madrid, cresceu em um ritmo ainda mais acelerado nas últimas décadas, saltando de € 2,7 bilhões em 2009 para € 8,4 bilhões em 2026.
Os dados são do relatório The Evolution of Club Revenues in European Football, produzido pela Football Benchmark e o World Football Summit, que mostra ainda uma disparada nos valores empresariais dos 32 maiores clubes do continente, com o total saltando de € 26,3 bilhões, em 2016, para € 72,6 bilhões, em 2026 .
Os autores do estudo atribuem o crescimento a maiores receitas e valores do elenco, bem como ao aumento na confiança dos investidores no futebol enquanto uma classe de ativos.
O relatório aponta que, ao longo de 16 anos, os direito de transmissão, que representavam pela maior fatia das receitas dos dez times mais ricos da Europa, perdeu espaço proporcional na composição dos ganhos dessas equipes.
Em 2009, os direitos de mídia respondiam por 42% do faturamento, ao passo que, em 2025, o percentual caiu para 32%.
As receitas com match day também tiveram uma redução proporcional nos ganhos totais (o que não significa que tenham caído em termos absolutos) no período, de 27% para 19%.
Enquanto isso, a participação das receitas comerciais no faturamento dos dez europeus mais ricos passou de 32%, em 2009, para 49%, em 2025.
A queda no peso relativo dos direitos de transmissão é um processo que se iniciou na década passada. Por volta de 2019, o percentual ainda estava em 40%. Com a pandemia da Covid-19, porém, a tendência de queda acentuou-se, com o índice passando para 38% em 2022, até atingiu o nível atual de 32%.
Ao mesmo tempo, embora estejam atualmente abaixo do percentual de 16 anos atrás, as receitas de matchday tiveram uma recuperação, já que, em 2019, elas representavam apenas 16% do faturamento dos dez maiores times.
Clubes mais valiosos
De acordo com o relatório, a lista dos dez clubes europeus mais valiosos da atualidade é liderada pela dupla espanhola Real Madrid (€ 7,7 bilhões) e Barcelona (€ 5,9 bilhões).
A Premier League, confirmando seu predomínio no futebol continental, conta com seis representantes no ranking: Manchester City, em terceiro (€ 5,1 bilhões); Manchester United, em quarto (€ 5,1 bilhões); Arsenal, em quarto (€ 4,7 bilhões); Liverpool, em sétimo (€ 4,6 bilhões); Tottenham, em nono (€ 3,6 bilhões); e Chelsea, em décimo (€ 3,1 bilhões).
A lista conta ainda com um representante da Bundesliga (Bayern de Munique, em sexto, avaliado € 4,6 bilhões) e outro da Ligue 1 (PSG, em oitavo, cotado em € 4,5 bilhões).
O relatório também deixa à mostra a derrocada dos clubes italianos. A Serie A, que no passado chegou a ser considerada a liga mais rica do planeta, não emplacou nenhum time no ranking dos mais valiosos. O que mais se aproxima é a Juventus, que, ao longo aos últimos anos, vinha figurando no top 10.
