O futebol e o futebol americano concentram grande parte do valor global dos direitos de mídia esportiva em 2026, segundo o Global Media Report 2026, do site especializado SportBusiness. Juntas, as duas modalidades representam cerca de US$ 38,2 bilhões de um mercado estimado em US$ 65,82 bilhões (58%), que cresceu 15% em relação a 2025 e chegou a um recorde. A concentração mostra o peso que ambas têm no negócio, mas também ajuda a entender por que o valor dos direitos depende de algumas propriedades capazes de atrair grandes investimentos das emissoras e plataformas.

Apesar de liderarem o ranking, os dois esportes chegaram nesse resultado por caminhos diferentes. O futebol reúne competições de vários países, com direitos negociados em diferentes mercados, enquanto a esmagadora parte do valor do futebol americano está concentrada na NFL.
O mercado norte-americano também tem um peso importante nessa conta: responde por 53,9% do valor mundial dos direitos, ante 46% em 2022. Ou seja, a popularidade global do futebol e a capacidade da NFL de gerar receita em seu principal mercado ajudam a explicar por que os dois esportes estão tão à frente.
O crescimento também não acontece no mesmo ritmo em todas as outras modalidades. O SportBusiness aponta NFL, NBA e UFC entre os destaques de 2026. No basquete, os novos contratos domésticos da NBA começaram a valer nesta temporada, enquanto o UFC passou a contar com um acordo relevante com a Paramount no ano passado. O críquete, por sua vez, vem de uma forte valorização dos direitos na Índia nos últimos anos.
São exemplos de como novos contratos e a concorrência entre compradores podem fazer o valor de uma propriedade subir em determinado período. Por isso, o recorde global não significa que todos os esportes estejam ficando mais valiosos. Algumas ligas conseguem ampliar suas receitas com novos acordos e com a entrada de plataformas de streaming, enquanto outras enfrentam dificuldades para manter o valor dos direitos, especialmente nos Estados Unidos, onde a crise dos canais esportivos regionais pressiona os contratos locais.
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