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Estados Unidos analisam lançar primeira “SAF olímpica” da história

Comitê Olímpico e Paralímpico do país avalia ideia de criar uma empresa para administrar propriedades comerciais, que poderia receber investimentos privados

Simone Biles exibe as medalhas conquistadas em Paris 2024 - John Cheng/Usag

Simone Biles exibe as medalhas conquistadas em Paris 2024 - John Cheng / Usag

⚡ Máquina Fast
  • USOPC avalia criar United States Olympic and Paralympic Ventures para gerir direitos comerciais da equipe dos EUA.
  • Projeto da SAF olímpica surge em momento estratégico com os Jogos de Los Angeles 2028 e Salt Lake City 2034.
  • Tentativa similar da Fifa de privatizar direitos comerciais gerou polêmica e recuo de Gianni Infantino.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) está em vias de lançar o que seria a primeira “SAF olímpica” da história, colocando em prática uma ideia que quase custou a cabeça de Gianni Infantino na presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

A entidade que comanda o esporte olímpico e paralímpico norte-americano analisa a criação de uma empresa que seria batizada de United States Olympic and Paralympic Ventures (USOPV), ficando responsável por administrar e negociar propriedades comerciais do time dos Estados Unidos.

O USOPC emitiu comunicado em que afirmou estar “avaliando uma variedade de modelos comerciais para gerar mais recursos em apoio à sua missão”.

Hoje, os direitos comerciais dos times olímpico e paralímpico dos Estados Unidos são compartilhados com o Comitê Organizador dos Jogos de Los Angeles 2028.

Ao fim do evento, porém, os direitos retornarão de maneira integral para o USOPC. O momento atua é visto como estratégico para a criação de um novo modelo de exploração das parcerias comerciais, já que o esporte olímpico e paralímpico ficarão em evidência no país não apenas por conta de Los Angeles 2028, mas também em decorrência dos Jogos de Inverno de 2034, que terão como sede Salt Lake City, no estado de Utah.

“Este é um momento de verdadeiro impulso para a equipe dos Estados Unidos. Com a LA28 e Utah 2034 em casa, e os direitos comerciais da Time USA retornando ao USOPC após os Jogos de LA28, estamos construindo as capacidades para crescer melhor e apoiar o movimento para as próximas gerações”, afirma o comunicado do USOPC.

Em entrevista ao portal Sportico, a CEO do USOPC, Sarah Hirschland, admitiu que a USOPV estaria aberta a investimentos externos.

“Nossa responsabilidade é analisar todas as nossas opções, e eu diria que estamos fazendo isso”, disse a executiva.

Ela acredita que a empreitada tende a ser mais exitosa do que a malograda tentativa da Fifa de buscar parceiros para negociar suas propriedades comerciais e de mídia.

“Nosso apoio aos atletas da equipe dos Estados Unidos e às nossas entidades nacionais de governo está no centro da nossa motivação e permanecerá no centro da nossa motivação do início ao fim. Trata-se de aumentar a receita total das circunscrições que atendemos”, afirmou.

FFE

Em meados deste ano, pouco depois do encerramento da Copa do Mundo de 2026, Infantino viu-se envolvido numa polêmica sem precedentes, com o vazamento da notícia de que ele pretendia criar uma iniciativa muito parecida à USOPV, o Fifa Forward Enterprise (FFE), que concentraria as propriedades comerciais e de mídia da entidade (incluindo as relativas a seus principais torneios) e depois teria um percentual minoritário vendido a Joshua Kushner, irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A ideia de privatizar os direitos da entidade encontrou forte oposição na própria diretoria da Fifa e também entre entidades continentais como Uefa (Europa), AFC (Ásia) e Concacaf (Américas do Norte e Central).

As três confederações passaram a atacar publicamente Infantino, colocando-se contra sua reeleição (que será disputada em março do ano que vem) e ameaçando até mesmo boicotar torneios da Fifa, caso a ideia do FFE avançasse.

O presidente da entidade máxima do futebol foi obrigado a recuar e a pedir desculpas publicamente pela forma como conduziu os planos de criação da subsidiária. Mais recentemente, após articulação feita por dirigentes do Catar e da Arábia Saudita, Infantino conseguiu atrair a AFC para seu campo de apoio, que já contava também com Conmebol (América do Sul), CAF (África) e OFC (Oceania).