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Alvaro Cotta, especial para a Máquina do Esporte

Alvaro Cotta

2 min de leitura

Análise

A força de um ídolo

Métricas ou emoção: um dos grandes desafios do marketing esportivo é entender e saber aproveitar o imensurável valor da idolatria

Alvaro Cotta, especial para a Máquina do Esporte • Colunista

09/10/2026 06h25

Diego Ribas é um dos maiores ídolos da história recente do Flamengo - Reprodução

⚡ Máquina Fast
  • Ídolos no esporte provocam uma conexão emocional profunda que vai além da razão e influencia a motivação dos torcedores.
  • Empresas buscam mensurar o impacto dos patrocínios com dados objetivos, mas a paixão dos fãs é subjetiva e difícil de quantificar.
  • A transformação do indivíduo em torcedor envolve um vínculo afetivo que transcende métricas e gera fidelidade duradoura.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A importância do ídolo no esporte é uma constatação histórica. Durante anos, o atleta assume o papel de um personagem público no qual torcedores, aficionados e seguidores se espelham em busca de motivação e inspiração. Um sentimento difícil de explicar, mas fácil de sentir.

Somos todos vulneráveis, limitados na essência das fronteiras físicas e psicológicas de um ser humano. Talvez por isso procuramos atletas com afinidades físicas, emocionais, comportamentais e biológicas que preencham algumas das nossas lacunas. 

Esse processo de escolha de um ídolo não é racional. Ela é emocional. E a emoção é singular, particular e privada. Nasce dentro de cada um de nós e se revela nas lágrimas, nos gritos, nos abraços e até mesmo no silêncio profundo.

Muitas pesquisas são realizadas para tentar compreender e explicar esse comportamento humano. Marcas procuram dados e respostas em relatórios que possam fundamentar suas estratégias de marketing, pois todas precisam conquistar e reter clientes. Para isso, usam métricas e técnicas para comprovar os resultados de seus esforços e investimentos de marketing. E a subjetividade foi, aos poucos, sendo abandonada pela incansável necessidade de mensurar tudo.

Mas como medir a emoção? A paixão? A conexão entre a alma de um fã (consumidor) com seu ídolo? Isso não se mede; isso se sente. E só compreende quem vive essa experiência. E quando se vive, se sente. E quando se sente, passa-se por uma transformação interna. Nesse momento, morre a pessoa e nasce o torcedor.

Então, o empresário de uma marca pergunta: quanto vale um patrocínio? Uma pessoa, na função de um profissional, adotará um processo racional com metodologias científicas para calcular um valor baseado na exposição na mídia, na lembrança de marca, nas vendas, nas participações de mercado, no engajamento digital, nas preferências de marca, etc.

Por outro lado, o torcedor olhará dentro dos seus olhos e, sem resposta, dará um abraço de fidelidade eterna.

O artigo acima reflete a opinião do(a) colunista e não necessariamente a da Máquina do Esporte

Alvaro Cotta é diretor de marketing e comercial da Liga Nacional de Basquete (LNB)

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