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Como a Premier League pode aprender com as ligas que proibiram patrocínios de casas de apostas

Liga inglesa mudou regras para o patrocínio de empresas do segmento nesta temporada

Premier League tem nova regra de patrocínio de apostas - Magnific

Premier League tem nova regra de patrocínio de apostas - Magnific

⚡ Máquina Fast
  • Premier League elimina patrocínios de apostas da frente das camisas a partir da temporada 2026/2027, mantendo outras formas de publicidade permitidas.
  • Experiências na Itália, Espanha e Bélgica mostram que proibições parciais levam a brechas e soluções alternativas pelos clubes.
  • Governo do Reino Unido avalia endurecer regulamentações e ampliar proibições para patrocínios de apostas no futebol inglês.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Os clubes da Premier League concordaram coletivamente, em abril de 2023, em remover as marcas de apostas da frente de suas camisas de jogo, tornando-se a primeira liga esportiva do Reino Unido a adotar essa medida de forma voluntária. A temporada 2026/2027, que começa no final deste mês, será o primeiro ano em que a regra entra em vigor, após um período de transição de três anos para que os clubes pudessem encerrar os contratos vigentes.

O alcance da medida é mais restrito do que muitos imaginam. Patrocínios nas mangas, acordos em uniformes de treino e placas publicitárias nos estádios continuam permitidos. Apenas a parte frontal da camisa de jogo é afetada. Analistas estimam que os clubes da liga possam perder, juntos, cerca de 80 milhões de libras em receitas de patrocínio, sendo os times do meio da tabela e os recém-promovidos os mais impactados.

A Premier League não é a primeira competição a tentar essa abordagem. Itália, Espanha e Bélgica passaram por versões da mesma proibição, e a experiência desses países serve como uma prévia útil do que a Inglaterra pode enfrentar a seguir. A Premier League está prestes a retornar sem patrocinadores máster do setor de apostas pela primeira vez, e utilizar um codigo promocional novibet pode ajudar você a aproveitar a temporada ao máximo.

Itália: o caso que serve de alerta

O “Decreto de Dignidade” da Itália proibiu totalmente os patrocínios de empresas de apostas na Serie A em 2019, não se limitando apenas às camisas. Os clubes perderam entre 100 e 200 milhões de euros por ano em receitas, e vários encontraram uma alternativa: firmar parcerias com subsidiárias de entretenimento e informação (infotainment) das próprias casas de apostas, em vez das operadoras em si. O acordo do Inter de Milão para o patrocínio máster com a Betsson Sport — tecnicamente uma entidade separada da casa de apostas — tornou-se o exemplo mais emblemático.

No entanto, há indícios de que a proibição possa ser revogada. O presidente da Serie A, Ezio Simonelli, e o ministro do Esporte, Andrea Abodi, vêm negociando um novo código de patrocínio ao longo de 2026, enquanto o ex-presidente da FIGC, Gabriele Gravina, publicou um relatório de 11 páginas defendendo o fim definitivo da restrição. A pressão para reverter a política só aumentou desde que ela entrou em vigor.

Espanha: patrocinadores mudaram de mercado, não de setor

A proibição imposta pela Espanha em 2021 aos patrocínios de apostas nas camisas custou aos clubes da La Liga um valor estimado entre 90 e 110 milhões de euros, de acordo com uma pesquisa da própria liga. Em vez de abandonar a categoria por completo, alguns clubes encontraram uma brecha diferente.

Espanyol, Real Betis e Atlético de Madrid mantiveram patrocinadores do setor de apostas em suas camisas, mas apenas para transmissões no mercado internacional, tornando a marca invisível para os torcedores dentro da Espanha. Embora seja improvável que isso ocorra com os clubes da Premier League no momento, é um cenário que pode surgir caso a proibição seja ampliada para cobrir a camisa inteira.

Bélgica: a brecha embutida na própria lei

A proibição na Bélgica está sendo implementada gradualmente, com o banimento total nas camisas previsto apenas para 2028. Enquanto isso, os clubes já encontraram brechas. O Club Brugge substituiu a marca Unibet pelo U-Experts, um aplicativo complementar da mesma operadora que não é classificado como uma marca de apostas sob as regras atuais. Pesquisadores em gestão esportiva classificam esse padrão exatamente como uma brecha na lei, e não como um cumprimento efetivo das regras.

O que isso significa para a Premier League

O ponto em comum entre as três ligas é que proibições parciais tendem a gerar um cumprimento também parcial. Os clubes espanhóis levaram seus patrocinadores para o mercado externo. Os clubes belgas reformularam a identidade visual das marcas para contornar a norma. Já os clubes italianos articulam agora a revogação total da proibição após anos de soluções alternativas.

A versão adotada pela Premier League deixa mangas, uniformes de treino e placas de estádio liberados — exatamente o tipo de brecha que os clubes de outras ligas exploraram. O governo do Reino Unido já planeja os próximos passos: uma consulta pública foi aberta em julho de 2026 para debater a proibição do patrocínio de operadoras de apostas que não possuem licença da Gambling Commission, um padrão mais rígido do que o acordo atual para a frente das camisas. Se a Inglaterra conseguirá evitar o mesmo padrão de brechas visto no restante da Europa, dependerá do alcance dessas futuras regulamentações.