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Engajamento digital dos fãs: como times e empresas criaram experiências imersivas em 2025

Empresas querem envolver as pessoas porque sabem que isso ajuda na fidelização dos torcedores

Plataformas digitais têm sido eixo da relação com o torcedor - Divulgação

Plataformas digitais têm sido eixo da relação com o torcedor - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Clubes utilizam apps e tecnologias interativas para aumentar o engajamento e a participação dos torcedores durante as partidas.
  • A gamificação e recompensas digitais, como missões e prêmios virtuais, são estratégias adotadas globalmente para fidelizar fãs e personalizar o relacionamento.
  • No Brasil, clubes do Brasileirão investem em plataformas digitais integradas que geram novas receitas e fortalecem a conexão entre usuário, marca e conteúdo esportivo.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Participar não basta. As pessoas querem sentir que fazem parte. Mais que isso, que contribuem para o evento. E isso não é exclusividade dos times brasileiros. Acontece em todos os cantos do mundo. Mais do que comunicar, as empresas querem envolver as pessoas porque sabem que isso ajuda na fidelização dos torcedores. E como fazem isso? Existem muitas formas e você verá ideias originais a seguir, mas normalmente envolve a criação de um app.

Recentemente, numa ativação de marca da companhia aérea Emirates, o Benfica ofereceu duas viagens para Dubai. Sabe como a promoção foi organizada? Ao vivo, minutos antes do jogo começar. Um piloto da companhia entrou em campo, seguido por outras centenas de pilotos que se espalharam por todo o campo. Cada piloto ficou em uma seção do estádio com um nome específico. O primeiro torcedor que conseguisse acertar o lugar do piloto por meio do app ganhava o prêmio.

Plataformas digitais como eixo da relação com o torcedor

Nos últimos anos, os clubes perceberam que depender exclusivamente de redes sociais limite o controle sobre dados e relacionamento.

Na Europa, projetos como o “Fan of the Match”, do SC Braga, exemplificam bem essa tendência. O clube utiliza tecnologia baseada em sensores do próprio smartphone para medir o envolvimento do torcedor durante as partidas, sem recolher dados pessoais. A iniciativa aumentou em cerca de 30% o uso do aplicativo oficial, fortalecendo o sentimento de pertencimento e participação ativa, um objetivo cada vez mais perseguido por clubes de diferentes mercados.

Essa lógica também se reflete em clubes que apostam em conteúdos interativos, votações ao vivo e rankings de engajamento, transformando o ato de assistir a um jogo numa experiência contínua antes, durante e depois da partida.

Gamificação e recompensas digitais ganham escala global

Outro elemento-chave do engajamento digital moderno é a gamificação. O Inter de Milão é frequentemente citado como referência nesse campo ao combinar missões digitais, programas de pontos e conteúdos exclusivos. Com uma base superior a 80 milhões de fãs digitais, o clube registou crescimento significativo ao integrar recompensas virtuais, votações como “Man of the Match” e acesso a experiências diferenciadas.

Esses modelos mostram como a interação digital pode gerar valor real: quanto mais o torcedor participa, mais dados o clube recolhe e mais personalizada se torna a comunicação. NFTs, microsites patrocinados e conteúdos premium passaram a fazer parte desse ecossistema, sempre com foco na experiência e não apenas na exposição da marca.

O cenário brasileiro e o papel dos clubes do Brasileirão

No Brasil, o engajamento digital dos torcedores avançou de forma expressiva, impulsionado pelo alto consumo de futebol em dispositivos móveis. Clubes do Brasileirão passaram a investir em apps próprios, programas de sócio-torcedor digitais e experiências integradas aos dias de jogo.

Equipes como Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro utilizam plataformas digitais para oferecer check-ins virtuais, conteúdos exclusivos, votações interativas e ações de matchday que conectam estádio e ambiente online. Esse movimento também dialoga diretamente com o crescente interesse do público por estatísticas em tempo real, conteúdos de bastidores e experiências associadas ao jogo, incluindo o universo das apostas Brasileirão, que se consolidou como um dos temas mais procurados pelos fãs que acompanham o campeonato de forma digital. Esse tipo de conteúdo costuma reunir análises, dados de desempenho e contexto competitivo, reforçando a ligação entre tecnologia, informação e entretenimento esportivo.

Empresas e o novo ecossistema digital do futebol

À medida que os clubes profissionalizam suas plataformas digitais, empresas passaram a ver no futebol uma oportunidade estratégica para ativação de marca baseada em dados e engajamento, e não apenas em exposição tradicional. Nesse contexto, a Betsson surge como um exemplo de empresa que ampliou a sua presença no ecossistema esportivo brasileiro em 2025.

A companhia passou a investir em parcerias digitais, experiências interativas e conteúdos personalizados, acompanhando a evolução do comportamento do torcedor. Em vez de ações isoladas, o foco está em integrar marca, tecnologia e experiência do usuário dentro dos ambientes digitais dos clubes e das competições. Esse tipo de abordagem cria novas possibilidades comerciais tanto para patrocinadores quanto para entidades esportivas, sem concentrar a comunicação num único ativo ou formato.

Tecnologia, dados e experiências imersivas

A base de todo esse avanço está na tecnologia. SDKs plugáveis, análise de engajamento em tempo real e dashboards de comportamento permitem que clubes compreendam melhor o que o torcedor consome, quando interage e como responde a diferentes estímulos.

Aplicativos com missões, badges digitais, ativações sincronizadas com luzes do estádio e notificações contextuais tornaram-se mais comuns em 2025. Esses recursos não apenas aumentam a retenção, como também ajudam a justificar novos modelos de patrocínio e monetização, baseados em métricas concretas de interação e não apenas em alcance estimado.

Novas oportunidades comerciais e desafios

O crescimento do engajamento digital abriu portas para novas fontes de receita, como campanhas personalizadas, experiências exclusivas, venda de ativos digitais e ativações integradas a transmissões. Parcerias envolvendo empresas do setor esportivo, marketing e entretenimento digital tornaram-se mais frequentes também no futebol brasileiro.

Ao mesmo tempo, cresce a responsabilidade dos clubes e parceiros em garantir transparência, proteção de dados e uso consciente das plataformas. A experiência do torcedor precisa ser envolvente, mas equilibrada, respeitando limites e promovendo uma relação saudável com o consumo digital