Quase 1.400 sites ilegais de transmissão da Copa do Mundo 2026 perderam receita publicitária após ação coordenada pelo Grupo de Responsabilidade e Confiabilidade (TAG, na sigla em inglês).
A iniciativa, anunciada nesta quarta-feira (1º), ocorre poucos dias depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter apreendido cerca de 400 domínios que transmitiam partidas do Mundial da Fifa sem autorização.
Estratégia
Rachel Nyswander Thomas, diretora de operações da TAG, explicou que a plataforma de denúncias da entidade funciona como um sistema de alerta precoce, identificando sites infratores e cortando seu financiamento quase em tempo real.
“Eventos globais como a Copa do Mundo são alvos principais de criminosos que tentam interceptar verbas publicitárias legítimas roubando conteúdo popular”, afirmou.
A TAG criou uma lista de exclusão de domínios piratas e compartilhou a informação com toda a cadeia de suprimentos de publicidade digital, bloqueando pagamentos. No total, 1.376 sites foram desmonetizados.
Operação
O Departamento de Justiça dos EUA conduziu a ação com apoio do Centro Nacional de Coordenação de Direitos de Propriedade Intelectual. A operação contou com informações da Fifa, do beIN Media Group, da Warner Brothers e de outros detentores de direitos.
Os alvos estavam principalmente em países como Bulgária, Colômbia, Croácia, Peru, Polônia e Romênia.
“Apreendemos centenas de domínios usados para transmitir partidas ilegalmente com fins lucrativos”, disse o procurador-geral adjunto A. Tysen Duva.
O combate à pirataria digital tem sido constante. O Streameast, considerado uma das maiores plataformas ilegais do mundo, foi fechado pela Aliança pela Criatividade e Entretenimento (ACE), coalizão que reúne empresas como Amazon, Apple TV+, Netflix e Paramount.
