A campanha do Canadá na Copa do Mundo 2026 resultou em uma receita de US$ 18,5 milhões, incluindo prêmios da Fifa pela participação e pela classificação até as oitavas de final. O desempenho trouxe não apenas ganhos financeiros, mas também maior visibilidade para o futebol no país.
O Canadá recebeu US$ 12,5 milhões pela participação no torneio, mais US$ 2 milhões pela classificação às oitavas de final e outros US$ 4 milhões pela disputa da fase eliminatória.
De acordo com o acordo coletivo vigente, 50% dos valores obtidos nas fases eliminatórias serão divididos entre as associações de jogadores das seleções masculina e feminina.
Kevin Blue, CEO da Federação Canadense de Futebol, destacou que o impacto financeiro é positivo, mas limitado. “Nossa saúde financeira depende da solidez do nosso modelo de negócios”, destaca.
Em 2025, a entidade registrou déficit de US$ 1,01 milhão e projeta superávit de US$ 4,61 milhões neste ano.
Investimento
O técnico Jesse Marsch defendeu que parte dos recursos seja destinada à formação de jovens atletas.
“O que mais precisamos neste país é de infraestrutura para as seleções nacionais de base”, afirma o treinador.
“Precisamos de um centro de treinamento, treinadores de base em tempo integral e residências para promover os temas necessários para o mais alto nível do futebol internacional, com base na identidade dos nossos jogadores em nosso país”, ensina.
Marsch renovou contrato até 2030 e afirmou que o objetivo é transformar participações em fases eliminatórias da Copa do Mundo em rotina.
“Não preciso de mais dinheiro, segurança no emprego, não preciso de nada que o novo contrato me ofereça”, diz Marsch.
“A razão pela qual aceitei foi porque acredito que podemos continuar a ter um impacto enorme no esporte no país”, completa.
Centro de treinamento
Além dos prêmios da Fifa, a federação aposta em arrecadação privada. Em 2025, lançou a campanha Canada Rising, com meta de captar 25 milhões de dólares canadenses até 2027.
“O gol que Eustaquio marcou tem valor esportivo e competitivo, mas o mais importante é a atenção que trouxe ao futebol no país e o interesse de doadores”, conta Blue.
A federação já iniciou processo de solicitação de propostas para construir um centro nacional de treinamento, considerado prioridade para consolidar programas de base e de alto rendimento.
“Agora que também temos apoio financeiro, acredito que podemos realmente construir algo”, comenta Marsch.
