A Copa do Mundo 2026 nos Estados Unidos enfrenta dificuldades no setor de hospitalidade. De acordo com a American Hotel & Lodging Association, quase 80% dos hotéis em nove das 11 cidades-sede divulgaram estar com reservas muito abaixo das expectativas iniciais.
A Fifa cancelou ou liberou cerca de 70% de suas reservas de quartos, o que aumentou a oferta e levou ao cancelamento de até 95% dos contratos em algumas localidades.
Hotéis que investiram em fan zones, equipes multilíngues e segurança suspenderam gastos específicos para o torneio.
O público internacional, considerado essencial para o evento, não tem comparecido em grande número. Entre os motivos estão atrasos na emissão de vistos, preocupações com imigração, preços elevados de passagens aéreas, valorização do dólar e tensões geopolíticas.
Dados
Mais de 70% dos operadores em São Francisco, Seattle, Filadélfia e Boston relataram desempenho abaixo do esperado.
Em Los Angeles, Nova York, Houston e Dallas, o índice supera 60%. Mesmo Miami e Atlanta, com perspectivas mais positivas, registraram cerca de 50% de resultados aquém das projeções.
Os ingressos também são apontados como fator para o afastamento. Na fase de grupos, os preços das entradas chegam a US$ 2.730.
Não bastasse isso, tarifas de transporte público quadruplicaram em cidades como Boston e Nova Jersey, enquanto grupos de direitos civis emitiram alertas de viagem.
LEIA MAIS: Com venda concentrada no B2B, Copa do Mundo de 2026 deve dobrar número de turistas brasileiros
Perspectiva
A expectativa é que as fases eliminatórias possam melhorar o cenário, mas analistas avaliam que grande parte do impacto já está consolidado.
O aumento do preço do combustível de aviação, influenciado pela Guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, algo que as agências de viagem no Brasil já temiam, mantém as passagens aéreas em patamar elevado, dificultando a reversão da baixa ocupação hoteleira.
