A Copa do Mundo tem a capacidade de unir e exaltar diferentes culturas. Nesta edição, a torcida da Noruega tem se destacado com uma comemoração que exalta a história do país, embala as arquibancadas nos Estados Unidos e viraliza nas redes sociais.
Desde o início do Mundial, a animação da torcida norueguesa se destaca principalmente a partir do “Row”. Na comemoração, torcedores se sentam, no chão ou nas arquibancadas, e, embalados pelas batidas de um tambor, imitam o movimento de remada, como os realizados em barcos vikings.
Por trás da remada viking norueguesa das arquibancadas está Ole Froystad, torcedor que se autoproclama criador do “Row”. Nas redes sociais, o norueguês aparece em uma série de registros coordenando os torcedores do país com a comemoração nos estádios e nas ruas norte-americanas.
Ole Froystad é acompanhado pela Oljeberget, clube de torcedores da seleção masculina da Noruega. O grupo foi criado em 1994, ano em que o país participou pela segunda vez de uma Copa do Mundo, na edição disputada nos Estados Unidos e vencida pelo Brasil. Para a edição atual, foram responsáveis por “fabricar” essa onda.
Entre as ações do grupo, está o lançamento de uma música para a Copa do Mundo 2026, chamada “Vikingblood”, que exalta a seleção norueguesa e sua conexão com os vikings. A criação e popularização do “Row” foi como uma jogada de marketing da “torcida organizada”, que utilizou as redes sociais para ensinar os torcedores sobre como o ritual funcionaria.
Viralização
A ação remete ao passado do país, que está diretamente conectado com a “Era Viking”. Os povos vikings moldaram a Noruega como nação e hoje possuem legado profundamente enraizado na cultura do povo norueguês.
Sendo assim, o futebol não poderia ficar de fora. Mesmo sem tanta tradição no esporte, a Noruega conta com uma organização de torcedores que tem sido responsável por embalar os fãs dentro e fora dos estádios da Copa do Mundo 2026, nas cidades de Boston e Nova York.
O ritual ganhou ainda mais destaque ao transbordar as arquibancadas e ser realizado com os jogadores. Depois da vitória por 3 a 2 sobre o Senegal, a seleção norueguesa se sentou no gramado e, embalada pelas batidas do camisa 10 Odegaard, “remou” junto com os torcedores no MetLife Stadium.
A cena, compartilhada pela Fifa na página oficial da Copa do Mundo 2026, ultrapassa 9,5 milhões de visualizações. Antes, vídeos de torcedores nas ruas e arquibancadas já haviam viralizado.
Antes, a comemoração já havia sido feita até mesmo pelo parlamento norueguês. Como forma de homenagear e apoiar a seleção, os políticos realizaram as remadas vikings, com o presidente do parlamento utilizando o martelo da sessão para marcar o ritmo.
Embalados por Erling Haaland, a Noruega se classificou para os mata-matas da Copa do Mundo 2026, o que significa que o “Row” ainda será realizado muitas vezes nesta edição. Antes das eliminatórias, a equipe ainda encara a França pela última rodada da fase de grupos, na sexta-feira (26).
Histórico
Não é a primeira vez que um país nórdico viraliza com comemorações no futebol. Na Eurocopa, em 2016, a Islândia também chamou atenção com um ritual parecido.
Longe de ser uma das favoritas do torneio, a seleção islandesa se destacou com o “Viking Clap”, as “Palmas Vikings”. O ritual é parecido com o “Row” da Noruega, mas substitui as remadas por palmas, e também é acompanhado pelos jogadores dentro de campo.
