A Fifa abriu um processo disciplinar contra a Associação de Futebol Argentino (AFA) após jogadores da seleção exibirem uma faixa com a mensagem “Las Malvinas son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) na semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a Inglaterra, realizada em Atlanta.
O episódio reacendeu tensões políticas e foi incluído em um processo mais amplo que envolve supostas violações cometidas pela equipe argentina durante o torneio.
Faixa
Após a vitória por 2 a 1, atletas posaram com a faixa que reivindicava soberania sobre o território hoje em poder da Inglaterra. Segundo o código disciplinar da Fifa, eventos esportivos não podem ser usados para manifestações de natureza não esportiva. O gesto provocou reações políticas no Reino Unido e nos EUA.
“A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas certamente são”, afirmou um porta-voz do então primeiro-ministro britânico Keir Starmer.
Já Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa da Casa Branca para a Fifa durante a Copa do Mundo, defendeu os jogadores, dizendo que os EUA apoiam a liberdade de expressão.
Não é a primeira vez que a Argentina enfrenta sanções por esse motivo. Em 2014, a federação foi multada após jogadores exibirem faixa semelhante antes de um amistoso contra a Eslovênia.
Mais acusações
Além da questão das Malvinas, a Fifa acusa os argentinos de cânticos e gestos discriminatórios, atrasos no início das partidas, descumprimento de protocolos de segurança, mensagens inapropriadas e objetos arremessados por torcedores. O processo também inclui incidentes após a final contra a Espanha, vencida pelos europeus por 1 a 0 na prorrogação.
Jogadores e membros da comissão técnica estão sob investigação. Leandro Paredes enfrenta três acusações de agressão após desentendimento com Eric García.
Nahuel Molina foi acusado de duas agressões e conduta antidesportiva. O auxiliar Roberto Ayala também foi acusado de agressão, enquanto Thiago Almada e o espanhol Gavi respondem por conduta antidesportiva.
“De acordo com o Código Disciplinar da Fifa, os acusados tiveram agora a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos, após o que uma decisão será emitida pelo Comitê Disciplinar da Fifa em tempo oportuno”, afirmou a entidade, em comunicado.
