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Fifa abre processo disciplinar contra a AFA por faixa sobre as Ilhas Malvinas

Entidade investiga Argentina por mensagem mostrada após a semifinal contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 2026

Jogadores argentinos comemoram a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo - Reprdução/YouTube @cazetv
⚡ Máquina Fast
  • Fifa abriu processo disciplinar contra a AFA após faixa sobre Malvinas exibida na semifinal da Copa de 2026.
  • Jogadores argentinos e comissão técnica enfrentam acusações por agressões, conduta antidesportiva e violações de protocolos.
  • Manifestação sobre soberania das Malvinas gerou reações políticas no Reino Unido e nos EUA durante o torneio.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Fifa abriu um processo disciplinar contra a Associação de Futebol Argentino (AFA) após jogadores da seleção exibirem uma faixa com a mensagem “Las Malvinas son Argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) na semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a Inglaterra, realizada em Atlanta.

O episódio reacendeu tensões políticas e foi incluído em um processo mais amplo que envolve supostas violações cometidas pela equipe argentina durante o torneio.

Faixa

Após a vitória por 2 a 1, atletas posaram com a faixa que reivindicava soberania sobre o território hoje em poder da Inglaterra. Segundo o código disciplinar da Fifa, eventos esportivos não podem ser usados para manifestações de natureza não esportiva. O gesto provocou reações políticas no Reino Unido e nos EUA.

“A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas certamente são”, afirmou um porta-voz do então primeiro-ministro britânico Keir Starmer.

Já Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa da Casa Branca para a Fifa durante a Copa do Mundo, defendeu os jogadores, dizendo que os EUA apoiam a liberdade de expressão.

Não é a primeira vez que a Argentina enfrenta sanções por esse motivo. Em 2014, a federação foi multada após jogadores exibirem faixa semelhante antes de um amistoso contra a Eslovênia.

Mais acusações

Além da questão das Malvinas, a Fifa acusa os argentinos de cânticos e gestos discriminatórios, atrasos no início das partidas, descumprimento de protocolos de segurança, mensagens inapropriadas e objetos arremessados por torcedores. O processo também inclui incidentes após a final contra a Espanha, vencida pelos europeus por 1 a 0 na prorrogação.

Jogadores e membros da comissão técnica estão sob investigação. Leandro Paredes enfrenta três acusações de agressão após desentendimento com Eric García.

Nahuel Molina foi acusado de duas agressões e conduta antidesportiva. O auxiliar Roberto Ayala também foi acusado de agressão, enquanto Thiago Almada e o espanhol Gavi respondem por conduta antidesportiva.

“De acordo com o Código Disciplinar da Fifa, os acusados ​​tiveram agora a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos, após o que uma decisão será emitida pelo Comitê Disciplinar da Fifa em tempo oportuno”, afirmou a entidade, em comunicado.