A Human Rights Watch e a Sports & Rights Alliance, ONGs de direitos humanos, defenderam que os patrocinadores da Fifa pressionem o governo dos Estados Unidos por uma trégua no Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), durante a Copa do Mundo de 2026.
A proposta busca garantir que o ICE se abstenha de operações de fiscalização em eventos e locais ligados ao Mundial da Fifa.
“Os patrocinadores da Fifa pagam bilhões de dólares porque querem ser associados ao ‘jogo bonito’, e não à cruel repressão à imigração promovida pelo governo dos Estados Unidos”, criticou Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch.
Repercussão
Entre os patrocinadores que já dialogaram com a Fifa sobre direitos humanos estão Adidas, Coca-Cola, Lenovo, McDonald’s, Unilever e Visa. Outros parceiros, como AB Inbev, Aramco, Bank of America e Hyundai, não responderam às ONGs de direitos humanos.
O ICE declarou que atuará em parceria com autoridades locais e federais para garantir a segurança da Copa do Mundo, com foco em combater o tráfico de pessoas e prevenir a venda de ingressos e mercadorias falsificadas.
Apesar disso, trabalhadores de estádios nos Estados Unidos manifestaram preocupação e conquistaram o direito de greve, caso haja aplicação das políticas de imigração durante o torneio.
Contexto
A relação da Fifa com o presidente Donald Trump tem sido destacada, após a entidade premiá-lo com o primeiro Prêmio da Paz da organização e estabelecer parceria com o Conselho da Paz criado pelo mandatário dos Estados Unidos.
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Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que a Copa será “a mais inclusiva de todos os tempos”, mas a deportação do árbitro somali Omar Artan gerou fortes críticas.
“As empresas têm uma oportunidade real de pressionar a Fifa a defender uma trégua com o ICE e a proteger torcedores e trabalhadores durante todo o torneio”, defendeu Andrea Florence, diretora executiva da Sports & Rights Alliance.
