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Pesquisa aponta que algoritmos do X amplificaram racismo na Copa do Mundo de 2026

Relatório mostra que conteúdo abusivo foi impulsionado por mecanismos de recomendação da rede social durante o torneio

Bellingham (à dir.) vibra com gol da Inglaterra na vitória sobre a Noruega - Divulgação/Fifa

Jude Bellingham vibra com gol da Inglaterra na vitória sobre a Noruega na Copa do Mundo de 2026 - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • Relatório da Hope Not Hate revela que algoritmos do X amplificaram posts racistas contra jogadores da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026.
  • Jogadores Jude Bellingham, Bukayo Saka e Kobbie Mainoo foram os principais alvos das mensagens ofensivas.
  • Pesquisadores pedem ajustes nos algoritmos e classificação de eventos esportivos como de alto risco para combater o abuso digital.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Um relatório da organização Hope Not Hate concluiu que algoritmos do X (antigo Twitter) amplificaram publicações racistas contra jogadores da Inglaterra durante a Copa do Mundo de 2026. A análise examinou mais de 300 mil postagens e identificou 5.500 mensagens explicitamente racistas.

Segundo os pesquisadores, o sistema de recomendação da plataforma priorizou conteúdos que geram raiva e indignação, aumentando sua visibilidade nos feeds.

“Na verdade, X está se beneficiando desse ódio”, contou Patrik Hermansson, pesquisador sênior da Hope Not Hate, em entrevista à BBC Sport.

Alvos

Entre os jogadores mais atingidos, Jude Bellingham recebeu o maior número de ataques. Bukayo Saka e Kobbie Mainoo tiveram a maior proporção de mensagens racistas em relação ao total de menções. Djed Spence, que se converteu ao Islã, também foi alvo de insultos antimuçulmanos.

A Federação Inglesa (FA) respondeu ao relatório destacando que “todos os jogadores têm o direito de jogar sem serem expostos a conteúdo odioso, discriminatório e perturbador on-line”. A entidade pediu que provedores de serviços adotem medidas para garantir maior segurança digital.

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Medidas

Hermansson argumenta que as ações atuais, como bloqueio de usuários ou suspensão de contas, não resolvem o problema da amplificação. O pesquisador defende que as plataformas ajustem seus algoritmos para reduzir a visibilidade de postagens que atraem abusos em massa.

A Hope Not Hate solicitou à Ofcom, reguladora de mídia do Reino Unido, que classifique grandes eventos esportivos como de “alto risco” e imponha regras mais rígidas de segurança on-line.

Em comunicado, a Ofcom afirmou que pressiona empresas de tecnologia para tornar seus serviços mais seguros e anunciou parceria com polícia e entidades do futebol para combater abusos no ambiente digital.

Metodologia

Os pesquisadores coletaram publicações que mencionavam jogadores da Inglaterra, apelidos e palavras-chave relacionadas à seleção.

A análise utilizou inteligência artificial (IA) para classificar os dados, com verificação manual para garantir precisão. Foram identificadas diferentes formas de racismo e narrativas de extrema-direita.

Um relatório paralelo do think tank Fair Game reforçou que o abuso on-line no futebol é um “problema sistêmico de proteção” que afeta não apenas atletas, mas também profissionais do esporte e torcedores.

O documento pede uma estratégia coordenada e preventiva para tratar o abuso digital da mesma forma que o físico.