A Fifa promoveu, durante a Copa do Mundo 2026, esforços de segurança digital, focados no combate às mensagens ofensivas nas redes sociais. Considerando o período até às vésperas da final, disputada no domingo (19), o Serviço de Proteção de Mídias Sociais (SMPS) removeu mais de 7 milhões de publicações e comentários potencialmente prejudiciais.
O sistema atua como um escudo virtual à disposição de jogadores, membros de comissões técnicas e dirigentes esportivos. Desde o início da competição, em 11 de junho, a ferramenta removeu 14 vezes mais publicações do que o removido durante o Mundial do Catar em 2022.
O balanço do departamento de proteção indica que a tecnologia de inteligência artificial da entidade filtrou cerca de 500 mil mensagens direcionadas de forma direta aos profissionais do esporte nas plataformas digitais. Ao todo, mais de 53 milhões de publicações foram moderadas.
Diante da gravidade de parte do material monitorado, a Fifa formalizou denúncias oficiais contra mais de 200 mil postagens de cunho abusivo, superando de forma ampla as 19,6 mil ocorrências registradas no ciclo anterior.
O protocolo de segurança exigiu que 15 mil ocorrências fossem encaminhadas para restrições mais rígidas dentro das redes. Além disso, a entidade transferiu mais de mil registros categorizados como ameaças graves diretamente para autoridades policiais.
Conscientização
O esforço de moderação digital integra o plano de “legado social” da Copa do Mundo 2026, que operou paralelamente com campanhas institucionais. A principal frente de conscientização do ano foi o projeto focado no combate ao racismo.
Com o conceito “Ouvir, Defender, Apoiar”, a ação orientou torcedores e atletas a assumirem uma postura ativa contra a discriminação no ambiente esportivo, estratégia que rendeu mais de 1 bilhão de visualizações nos conteúdos oficiais distribuídos na internet.
O posicionamento corporativo também motivou eventos presenciais e adaptações em arenas. Em alusão ao Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio, a Fifa organizou o evento “Pare o Ódio, Proteja o Futebol”, realizado no Centro Nacional de Direitos Civis e Humanos, em Atlanta (EUA).
O encontro foi estruturado em parceria com a plataforma TikTok e com a gestão municipal, reunindo legisladores, especialistas em tecnologia e lideranças comunitárias.
A pauta também impactou a identidade visual dos quatro jogos realizados no dia 18 de junho. Na ocasião, a operação comercial substituiu as comunicações regulares dos painéis de led dos estádios pela mensagem de combate à discriminação, aliada à troca de flâmulas comemorativas entre as seleções.
