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Público feminino iguala interesse masculino no Brasil com Copa do Mundo 2026

Estudo do Ibope Repucom aponta que 71% das torcedoras brasileiras conectadas são fãs de competição da Fifa

Interesse feminino por Copa do Mundo 2026 já iguala o masculino no Brasil - Imagem feita por inteligência artificial (IA)

Interesse feminino por Copa do Mundo 2026 já iguala o masculino no Brasil - Imagem feita por inteligência artificial (IA)

⚡ Máquina Fast
  • O interesse feminino pela Copa do Mundo chegou a 71%, igualando o público masculino pela primeira vez.
  • Fãs mulheres aumentaram 25% de interesse em esportes populares desde 2020, impulsionadas por modalidades como skate e ginástica artística.
  • Mulheres dominam entre novos praticantes e consumidoras de produtos esportivos, representando 55% dos novos atletas e 49% nas compras recentes.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O interesse das mulheres brasileiras pela Copa do Mundo atingiu um patamar de equilíbrio em relação ao público masculino. De acordo com o estudo “Mulher e Esporte 2026”, realizado pelo Ibope Repucom, 71% das mulheres conectadas no país se declaram fãs da competição. O índice representa uma evolução de 22% em comparação a 2014, quando o interesse feminino era de 58%.

“O ciclo de grandes eventos que se aproxima tende a ampliar um movimento que já aparece com clareza nos dados: o crescimento do protagonismo feminino no consumo do esporte”, declara Muryel Methner, diretora de negócios do Ibope Repucom.

Essa mudança alterou a composição da base de fãs do Mundial da Fifa. Enquanto em 2014 os homens representavam 55% dos interessados e as mulheres 45%, os dados atuais indicam uma divisão de 50% para cada gênero. “Cada vez mais, as mulheres ocupam uma posição central na audiência dessas competições”, diz Muryel.  

O levantamento também mostra que o interesse médio feminino pelas 30 modalidades esportivas mais populares no Brasil cresceu 25% desde 2020, o dobro do avanço registrado entre os homens, que foi de 12% no mesmo período.

Preferências

Entre as modalidades que mais contribuíram para essa evolução, o skate lidera com um aumento de 49% no volume de fãs femininas desde 2020, impulsionado pelo desempenho de atletas como Rayssa Leal. Na sequência aparecem o futebol de areia (+43%), o tênis (+36%), o futsal (+30%) e o futebol (+28%).

Em termos de volume total de fãs, a ginástica artística ocupa a primeira posição entre as mulheres, com 72% de interesse, seguida pelo vôlei (69%), natação (64%), vôlei de praia (64%) e futebol (64%).

O protagonismo de Rebeca Andrade é apontado como o principal fator para a popularização da ginástica, modalidade que registrou um aumento de 192% em sua base de fãs desde 2015.

A influência dos ídolos é reconhecida pelas mulheres de forma semelhante aos homens. Embora o nível de conhecimento (awareness) de ícones do futebol ainda seja maior entre o público masculino, as mulheres atribuem notas iguais ou superiores em critérios de influência para nomes como Kaká, Cafu, Vini Jr. e Neymar.

Rebeca Andrade detém o maior score de celebridade entre as atletas brasileiras, com avaliações femininas superiores às masculinas em 23 de 25 atributos analisados.

Consumo

As mulheres também assumiram o protagonismo entre os novos praticantes de atividades físicas no Brasil. Dos 32 milhões de brasileiros que passaram a realizar exercícios entre 2020 e 2025, 55% são do gênero feminino.

Esse movimento reflete-se nos hábitos de compra: elas representam 49% das pessoas que adquiriram produtos esportivos nos últimos seis meses. O ticket médio da última compra realizada por mulheres foi de R$ 177, valor próximo aos R$ 180 declarados pelos homens.

No consumo de mídia, 82% das mulheres conectadas afirmam já ter acompanhado transmissões esportivas via streaming.

“Em um ambiente de mídia fragmentado, com múltiplos direitos, plataformas e formatos disputando atenção, compreender em profundidade a jornada de consumo de mídia desse público torna-se essencial para o mercado”, ressalta Muryel.

O comportamento de utilizar uma segunda tela simultaneamente à televisão é praticado por 83% delas, com destaque para o acesso a redes sociais e troca de mensagens instantâneas.

Durante os jogos, 67% das brasileiras costumam consumir petiscos, enquanto 51% dos homens mantêm o hábito de consumir bebidas alcoólicas.

“Se o esporte é um acelerador de resultados, as métricas de performance funcionam como um instrumento fundamental para orientar decisões de investimento e extrair o máximo valor desses ativos”, conta a executiva do Ibope Repucom.

As projeções para os próximos eventos reforçam a tendência do protagonismo cada vez maior do público feminino. Atualmente, as mulheres representam 51% dos brasileiros interessados na Copa do Mundo Feminina 2027, que será no país, e são maioria (53%) entre os fãs dos Jogos de Los Angeles 2028.

O estudo foi apresentado durante o evento Woman@Sports, realizado pela Meta em São Paulo. O evento também contou com a presença da vice-presidente regional da América Latina da empresa, Mauren Lau, e reuniu 30 executivas de empresas de segmentos variados, como entretenimento, streaming, mídia, tecnologia, bens de consumo, academias e bets, entre outros.

Para acessar o estudo completo “Mulher e Esporte 2026”, basta fazer um pequeno cadastro na plataforma do Ibope Repucom.