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Após comprar dívida da WTorre, BTG Pactual assume controle da operação do Nubank Parque

Mesmo com a entrada do banco, empresa manterá posição minoritária na operação do estádio e cadeira no Conselho de Administração

BTG Pactual assume controle operacional do Nubank Parque - Divulgação / Nubank

⚡ Máquina Fast
  • BTG Pactual assume controle majoritário da operação do estádio Nubank Parque, até então comandada pela WTorre.
  • BTG manterá continuidade da gestão atual e respeitará contratos vigentes até 2044, enquanto WTorre fica como sócia minoritária.
  • Receitas do estádio terão maior parte para BTG, com porcentuais destinados ao Palmeiras aumentando progressivamente até 2044.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O BTG Pactual será o novo sócio majoritário do Nubank Parque e vai assumir o controle da operação do estádio, até então comandada pela WTorre. O negócio já tem um pré-contrato assinado, que está sendo encaminhado para a análise do Controle Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta sexta-feira (18). A informação foi publicada pelo jornalista Paulo Vinicius Coelho (PVC), do UOL, e confirmada pela Máquina do Esporte.

Vale destacar que, mesmo com a chegada do banco, a  WTorre manterá posição minoritária na operação do Nubank Parque, assim como cadeira no Conselho de Administração. Na prática, porém, essa mudança acionária pouco afetará a gestão e a dinâmica de jogos e shows que vigora no estádio atualmente. Isso porque a ideia do BTG é dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito.

Além disso, vale lembrar que, em 2024, o banco assumiu as dívidas da WTorre com o Banco do Brasil e, entre elas, estava o montante referente ao financiamento para a construção do estádio do Palmeiras. Desde então, o BTG vinha negociando com a empresa para assumir o controle da operação do estádio, algo que acabou se concretizando agora.

Como novo controlador, o banco ainda respeitará todos os termos presentes na escritura de superfície para a exploração comercial do estádio, que é válida até 2044, e também as relações com promotores de eventos e patrocinadores do Nubank Parque.

Por outro lado, o BTG passará a ter direito à maior parte das receitas comerciais destinadas ao administrador do estádio, que, atualmente, é de 70% para a locação do espaço para eventos e exploração de áreas como lojas, lanchonetes e estacionamento.

Já da arrecadação com aluguel de cadeiras, camarotes e naming rights do Nubank Parque, o administrador tem direito a 85%. O Palmeiras, por sua vez, fica com 30% das receitas da primeira categoria e 15% da segunda, além de 100% da renda com bilheteria dos seus jogos no estádio.

No entanto, o percentual dessas receitas comerciais destinado ao clube aumenta com o passar dos anos. Dessa forma, a partir de 15 anos da abertura do estádio, por exemplo, o Palmeiras terá direito a 35% da arrecadação com a locação do Nubank Parque para eventos e exploração de áreas como lojas, lanchonetes e estacionamento, além de 20% do faturamento com aluguel de cadeiras, camarotes e naming rights.

Confira os percentuais destinados ao clube em cada fase do contrato de exploração comercial do estádio, válido até 2044: 

  • Locação da arena para eventos, exploração de áreas como lojas, lanchonetes e estacionamento:
    • Até 5 anos da abertura: 20%
    • De 5 anos até 10 anos da abertura: 25%
    • De 10 anos até 15 anos da abertura: 30% (fase atual)
    • De 15 anos até 20 anos da abertura: 35%
    • De 20 anos até 25 anos da abertura: 40%
    • De 25 anos até 30 anos da abertura: 45%
  • Locação de cadeiras, camarotes, naming rights:
    • Até 5 anos da abertura: 5%
    • De 5 anos até 10 anos da abertura: 10%
    • De 10 anos até 15 anos da abertura: 15% (fase atual)
    • De 15 anos até 20 anos da abertura: 20%
    • De 20 anos até 25 anos da abertura: 25%
    • De 25 anos até 30 anos da abertura: 30%