Depois de centralizar as negociações de mídia da Copa do Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) eliminará a terceirização na venda de propriedades comerciais da competição.
Após mais de três décadas adotando o modelo de repassar a uma agência a venda dos patrocínios do torneio, a entidade passará a negociar diretamente com o mercado a venda de cotas de anunciantes.
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A ideia é fazer com que, assim, haja uma maximização de receitas e aumento de valor comercial do campeonato, de acordo com executivos da entidade ouvidos pela Máquina do Esporte.
A CBF criará pacotes de patrocínio que terão, além de exposição de marca em placas de publicidade, pacotes de ingressos, propriedades de relacionamento e, ainda, entrega comercial dentro da transmissão oficial do torneio.
O acordo da CBF com a Brax, que hoje é quem tem os direitos comerciais da Copa do Brasil, chegará ao fim em dezembro deste ano e não será renovado. Pelo menos nos moldes atuais. A ideia é que as agências só sejam acionadas para operar as entregas comerciais, que serão negociadas diretamente pela entidade.
Redução da força das bets
A venda direta também deverá mudar o perfil das marcas patrocinadoras da competição. Um estudo feito pelo grupo de trabalho que planejou a venda dos direitos de mídia da Copa do Brasil apontou a Copa do Mundo, a Champions League e a Copa Libertadores como exemplos a serem seguidos pela entidade.
A qualidade dos patrocinadores das competições foi vista pela CBF como um diferencial que só pôde ser alcançado a partir da venda centralizada e direta.
Na prática, essa visão significa que a venda de patrocínio para mais de uma empresa do mesmo segmento de atuação está descartada.
Atualmente, Copa do Brasil e Brasileirão, torneios que têm a negociação comercial feita por terceiros, possuem diversas casas de apostas como patrocinadoras em placas publicitárias.
