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Champions League evolui receitas de mídia e patrocínios com reorganização comercial

Competição continental da Uefa projeta superar € 5 bilhões por ano com direitos de transmissão e € 2,2 bilhões em patrocínios

Kvara Kvaratskhelia em ação pelo Paris Saint-Germain durante jogo da Champions League - Divulgação / PSG

⚡ Máquina Fast
  • A Champions League adotou o modelo suíço com 36 equipes e ampliou o número de jogos para criar novas oportunidades comerciais.
  • A joint venture UC3, formada pela Uefa e European Football Clubs, assumiu o controle dos negócios, encerrando mais de 30 anos com a Team Marketing.
  • Contratos de mídia passam a ter ciclos de quatro temporadas e patrocínios terão duração de seis anos, com projeção de receita comercial acima de € 2,2 bilhões.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Champions League passou por mudanças estruturais dentro e fora dos campos a partir da última temporada. O novo caminho seguido pela competição da Uefa conta com organizações comerciais que têm gerado evoluções financeiras.

A primeira alteração foi no formato de disputa. A Champions League abandonou a primeira fase com grupos para adotar o “modelo suíço”, em liga única e com 36 equipes. Com isso, o número de partidas aumentou e criou espaço para novos passos comerciais.

O controle sobre os negócios do torneio também mudou e passou a ser controlado pela UC3, uma joint venture entre a entidade e a European Football Clubs (EFC), órgão independente que representa os clubes europeus.

Atuando em conjunto com a agência Relevent, a nova estrutura foi pensada para conceder participação ativa aos clubes. Essa alteração estrutural encerrou um ciclo de mais de três décadas com a agência Team Marketing.

Mídia

Para o mercado de mídia, a principal alteração foi a extensão dos ciclos contratuais de três para quatro temporadas. A ampliação de prazo visa dar às emissoras maior segurança para trabalhar a cobertura esportiva.

Além disso, a gestão lançou pacotes globais com prioridade de escolha, incluindo uma partida exclusiva de abertura na casa do atual campeão, idealizado para atrair plataformas de streaming.

Os resultados obtidos têm demonstrado a eficiência da nova estratégia. Nos cinco principais mercados da Europa, os contratos registraram um crescimento médio anual de 20%.

Atualmente, o ciclo de 2027 a 2033 segue em aberto, com negociações em diversos mercados internacionais relevantes, incluindo o Brasil. A projeção da Uefa é superar os € 5 bilhões anuais com os direitos de transmissão.

Patrocínios

Para os patrocínios, os contratos passarão a ter a duração de seis anos. De acordo com o veículo especializado SportsPro Media, a projeção da Uefa é de que o ciclo atual alcance € 2,2 bilhões em receitas comerciais, o que superaria consideravelmente os € 1,6 bilhão obtidos entre 2021 e 2024.

A partir de 2027, o torneio terá 12 patrocinadores sob um novo modelo de níveis, incluindo quatro parceiros globais que também estarão presentes na Europa League  e Conference League.

A AB InBev, dona de marcas como a Budweiser, por exemplo, assumirá o lugar ocupado pela Heineken em um acordo estimado em € 200 milhões por ano. Enquanto isso, companhias com a Pepsico trabalham para garantir a renovação.