A Champions League passou por mudanças estruturais dentro e fora dos campos a partir da última temporada. O novo caminho seguido pela competição da Uefa conta com organizações comerciais que têm gerado evoluções financeiras.
A primeira alteração foi no formato de disputa. A Champions League abandonou a primeira fase com grupos para adotar o “modelo suíço”, em liga única e com 36 equipes. Com isso, o número de partidas aumentou e criou espaço para novos passos comerciais.
O controle sobre os negócios do torneio também mudou e passou a ser controlado pela UC3, uma joint venture entre a entidade e a European Football Clubs (EFC), órgão independente que representa os clubes europeus.
Atuando em conjunto com a agência Relevent, a nova estrutura foi pensada para conceder participação ativa aos clubes. Essa alteração estrutural encerrou um ciclo de mais de três décadas com a agência Team Marketing.
Mídia
Para o mercado de mídia, a principal alteração foi a extensão dos ciclos contratuais de três para quatro temporadas. A ampliação de prazo visa dar às emissoras maior segurança para trabalhar a cobertura esportiva.
Além disso, a gestão lançou pacotes globais com prioridade de escolha, incluindo uma partida exclusiva de abertura na casa do atual campeão, idealizado para atrair plataformas de streaming.
Os resultados obtidos têm demonstrado a eficiência da nova estratégia. Nos cinco principais mercados da Europa, os contratos registraram um crescimento médio anual de 20%.
Atualmente, o ciclo de 2027 a 2033 segue em aberto, com negociações em diversos mercados internacionais relevantes, incluindo o Brasil. A projeção da Uefa é superar os € 5 bilhões anuais com os direitos de transmissão.
Patrocínios
Para os patrocínios, os contratos passarão a ter a duração de seis anos. De acordo com o veículo especializado SportsPro Media, a projeção da Uefa é de que o ciclo atual alcance € 2,2 bilhões em receitas comerciais, o que superaria consideravelmente os € 1,6 bilhão obtidos entre 2021 e 2024.
A partir de 2027, o torneio terá 12 patrocinadores sob um novo modelo de níveis, incluindo quatro parceiros globais que também estarão presentes na Europa League e Conference League.
A AB InBev, dona de marcas como a Budweiser, por exemplo, assumirá o lugar ocupado pela Heineken em um acordo estimado em € 200 milhões por ano. Enquanto isso, companhias com a Pepsico trabalham para garantir a renovação.
