O grupo de private equity Clearlake Capital assumiu o controle definitivo do Chelsea após adquirir as ações dos empresários norte-americanos Todd Boehly e Mark Walter. A movimentação por 25% da operação avalia o clube da Premier League em cerca de £ 5 bilhões, incluindo dívidas.
Os números da negociação foram publicados pelo Financial Times. Todd Boehly deixa o cargo de presidente da equipe londrina, encerrando o modelo de gestão compartilhada que administrava a instituição desde a compra junto a Roman Abramovich, em 2022.
A negociação garante à Clearlake, que já possuía 61,5% das cotas, o domínio sobre o Chelsea e sobre o Strasbourg, time da liga francesa que integra a rede multiclubes dos proprietários. O bilionário suíço Hansjörg Wyss permanecerá na estrutura societária, aumentando sua fatia no negócio de pouco mais de 12% para 13,5%.
“Agradecemos aos nossos parceiros que estão de saída e somos gratos por suas contribuições ao clube. Nossa ambição é clara: competir no mais alto nível, ganhar troféus importantes e construir um sucesso sustentado. O sucesso em campo sempre será nossa primeira prioridade”, publicou o Chelsea em comunicado oficial.
O clube da Premier League apontou que manterá o foco em infraestrutura, com investimentos que buscam soluções de longo prazo para as próximas gerações da equipe.
Recentemente, Mark Walter, que se despede do Chelsea, também surpreendeu o mercado esportivo com a venda de sua participação no Los Angeles Lakers (NBA) por US$ 12,5 bilhões de dólares, poucos meses depois de adquirir a franquia por US$ 10 bilhões.
Desencontros
A saída de Boehly ocorre após o desgaste nos bastidores com os executivos da Clearlake, em especial com Behdad Eghbali, cofundador da gestora. Um dos principais pontos de atrito teria sido o planejamento sobre o estádio Stamford Bridge, com discordâncias sobre a viabilidade de reformar a atual casa do time ou transferir a operação para uma nova arena.
Durante o ciclo de quatro anos da antiga gestão, o Chelsea conquistou a Copa do Mundo de Clubes da Fifa e a Uefa Conference League, mas enfrentou dificuldades para se classificar com regularidade para a Champions League.
A inconsistência em campo, somada aos gastos maciços na contratação de jogadores, resultou em um prejuízo de £ 262,4 milhões ao final da temporada 2024/2025, o maior déficit da história da Premier League.
Diante das agressivas regras de sustentabilidade financeira da Premier League, a gestão assumiu estratégias específicas de transferências, como a assinatura de contratos longos. As medidas também envolveram a venda da equipe feminina para a BlueCo, por £ 198,7 milhões.
